Assembleia histórica diz NÃO à desvinculação da base metalúrgica de Cachoeirinha

Sob gritos de “sindicato pequeno é fraco e do patrão”, grande maioria da assembleia rejeita desvinculação

29/05/2014

Sob gritos de “sindicato pequeno é fraco e do patrão”, grande maioria da assembleia rejeita desvinculação

Sob gritos de “sindicato pequeno é fraco e do patrão”, a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicas presentes na assembleia histórica da quarta-feira, 28 de maio, em votação aberta, disseram um sonoro NÃO! a desvinculação da base de Cachoeirinha de Porto Alegre. Assim, embora tenha sede e um estatuto e uma diretoria que foram renovados na assembleia, a base de Cachoeirinha continua sendo extensão de base do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, entidade filiada à CUT e que também agrega a categoria metalúrgica de Guaíba, Eldorado do Sul, Alvorada, Viamão e Glorinha.

A categoria metalúrgica de Cachoeirinha entendeu que seria muito ruim ser representada por um sindicato pequeno, sem força pra arrancar dos patrões bons acordos coletivos e ter de começar tudo praticamente do zero, perdendo a tradição de luta do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, a convenção coletiva com inúmeros avanços conquistados ao longo dos 83 anos da entidade, os convênios, os benefícios, os espaços de lazer (colônia de férias de Cidreira e Sítio dos Metalúrgicos, em Gravataí) e os espaços de formação (Escola Mesquita e seus inúmeros cursos profissionalizantes), entre outras vantagens. Entenderam que um sindicato pequeno só é bom para o patrão e para alguns oportunistas que tem interesses econômicos e políticos na cidade e na recém renovada sede”, afirmou o vice-presidente, Marcos Muller.

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