Trabalhadores/as da tarde da DHB realizam assembleia no portão da empresa

Mobilização atrasou a pegada da produção em mais de uma hora e meia

12/06/2013

Mobilização atrasou a pegada da produção em mais de uma hora e meia

O Sindicato dos Metalúrgicos promoveu na tarde de hoje, 12 de junho, uma assembleia geral no portão da fábrica DHB, de Porto Alegre, para relatar informações sobre a Campanha Salarial e para tratar de problemas específicos que estão preocupando os trabalhadores e trabalhadoras daquela empresa. A mobilização iniciou às 14h e foi encerrada por volta das 15h30min, atrasando a pegada do pessoal da produção.

Durante a assembleia, os dirigentes sindicais João Carlos Moraes, Marcelo Jurandir, Elisandro Lopes e Eduardo da Silva se revezaram nas abordagens.

Num primeiro momento falaram sobre os assuntos internos denunciados e enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras, entre os quais a não emissão da CAT diante de inúmeros casos de acidentes e doenças do trabalho, a falta de cumprimento do aviso de férias, o não depósito do FGTS e a falta de respeito e o assédio moral sofrido por muitos dos trabalhadores e trabalhadoras da produção, que sofrem advertências, pressão por mais produção e para assinar listas de compensação, controle abusivo de horário para ir ao banheiro e comentários ofensivos, entre outros assuntos.

Num segundo momento, falaram do andamento da campanha salarial. Segundo eles, depois de várias reuniões de negociação, pouco se avançou e está havendo um desrespeito dos patrões durante o processo de negociação, tratando as reivindicações dos trabalhadores com desconsideração, arrogância e ironia, fazendo chacota de reivindicações como alimentação saudável e auxílio creche para funcionários homens, sem levar em conta que o benefício não é para o trabalhador, mas, sim, para o filho pequeno dele.

Quanto às cláusulas econômicas (salariais), o sindicato patronal não quer elevar o piso e quer conceder aos salários apenas 7,5%, índice que mal repõe as perdas inflacionárias de 7,16%. Quando às cláusulas sociais (que tratam dos benefícios e avanços nos direitos trabalhistas), o sindicato patronal disse não a praticamente todas as reivindicações.

O dirigente sindical Marcelo Jurandir encerrou alertando que, caso o sindicato patronal mantenha essa postura e continue oferecendo migalhas e negando todas as outras reivindicações não salariais, os trabalhadores e trabalhadoras da DHB serão convocados para aderir à uma possível greve da categoria.

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