Sabe quem vai pagar o pato do golpe?

Você trabalhador/a brasileiro/a!

19/04/2016

No domingo, 17 de abril, a Câmara Federal aprovou o prosseguimento do processo de impeachment contra a presidenta Dilma. Militantes de movimentos sociais como a CUT e sindicatos filiados saíram às ruas para protestar e pressionar para que isso não acontecesse.

Apesar da pressão, o golpe na democracia foi decretado por 367 dos 513 deputados federais que disseram “sim” à proposta e desrespeitaram os votos de 54 milhões de brasileiros. Assim, a presidenta Dilma poderá ser impedida de permanecer no cargo por um suposto “crime de responsabilidade”, que nada tem a ver com os casos de corrupção atualmente investigados no país, caso um menor número de parlamentares do Senado também digam “sim” ao impeachment.

O objetivo da militância não era defender a presidenta, mas, sim, defender a democracia. Afinal, contra Dilma não há concretamente nenhum crime de corrupção, apenas o tal arranjado “crime de responsabilidade”. O objetivo das mobilizações também visava evitar o retrocesso que se avizinha. O afastamento da presidenta colocaria na linha sucessória três acusados de corrupção, políticos que receberam polpudas contribuições empresariais, enfraqueceria a esquerda brasileira, que é quem de fato defende os direitos da classe trabalhadora no Congresso Nacional, e deixaria o caminho livre para a aprovação sem vetos presidenciais os 55 projetos patronais já denunciados no jornal Folha Metalúrgica, retirando ou flexibilizando inúmeros direitos trabalhistas e sociais. Também para impor os projetos constantes no documento chamado “Uma Ponte para o Futuro”, onde os patrões reivindicam o fim da obrigatoriedade dos gastos fixos em educação e saúde públicas e reformas nas leis trabalhistas e previdenciárias, prevendo, por exemplo, o fim da política de valorização do salário mínimo, a imposição da idade mínima para as aposentadorias e a prevalência do negociado sobre o legislado, que colocaria em risco inúmeros direitos consagrados, como as férias, o 13º salário, o aviso prévio, o FGTS, entre outros.

Infelizmente, com a aprovação e a continuidade do golpe, tudo indica que a classe trabalhadora brasileira vai mais uma vez pagar caro o pato da crise que não foi criada por ela.

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