Tempo de permanência do brasileiro no emprego é o maior desde 2002

O tempo médio de permanência do brasileiro no emprego chegou a três anos e um mês

26/05/2014

De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), o tempo médio de permanência do brasileiro no emprego chegou a três anos e um mês e é o mais alto desde 2002, quando começou a ser medido. O índice foi registrado no primeiro trimestre deste ano. Valorização do trabalhador qualificado e a atuação das organizações sindicais são apontados por Airton dos Santos, coordenador técnico do Dieese, como os principais fatores para a estabilidade. A reportagem foi ao ar sexta-feira (23) na edição do Seu Jornal, da TVT.

Dados do IBGE mostram que em 2003 o tempo médio de permanência do brasileiro no mesmo emprego era de dois anos e meio. Para Dos Santos, o mercado de trabalho está “aquecido” mas, como a qualificação da mão de obra no Brasil ainda é baixa, as empresas retêm os trabalhadores mais qualificados.

Ainda segundo o estudioso, os dados estatísticos apontam que a maioria das categorias vêm conquistando aumento de salário e de direitos nos últimos dez anos.“Quando você tem um desemprego baixo, você tem um alto emprego, que é o que está acontecendo no país e a ação sindical fica fortalecida”, explica.

Wellington Messias Damasceno, da Comissão de Juventude dos Metalúrgicos do ABC, destaca três aspectos para estabilidade do emprego na região, o primeiro “são os avanços nas negociações sindicais no sentido de manutenção do emprego”. Outro aspecto, no caso da juventude, é a formação: “segundo as pesquisas, a juventude tem um perfil de maior escolaridade”, argumenta. E o terceiro ponto citado pelo sindicalista é a própria estabilidade da economia brasileira.

“O crescimento econômico do país favorece as negociações sindicais. Então a gente tem sindicatos mais fortes, mais organizados, e com forças para fazer essas demandadas não só de aumento salarial, mas também de garantia dentro do emprego”, afirma Wellington.

Fonte: RBA

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