Porto Alegre tem a terceira cesta básica mais cara do país em janeiro, aponta Dieese

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11/02/2019

Valor atingiu R$ 464,72

 A cesta básica de Porto Alegre é a terceira mais cara entre as capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), atingindo R$ 464,72 em janeiro, o que representa, no entanto, uma queda de 4,96% em comparação com dezembro de 2018, que foi de R$ 441,65. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na quarta-feira (6).

A capital gaúcha ficou somente atrás de São Paulo (R$ 467,65) e Rio de Janeiro (R$ 460,46). Apesar disso, o valor do conjunto de alimentos básicos caiu 1,13% nos últimos 12 meses.

Na passagem de dezembro para janeiro, dos 13 produtos que compõem o conjunto de alimentos essenciais previstos, cinco ficaram mais baratos em Porto Alegre: o tomate (-42,17%), a farinha de trigo (-1,33%), o óleo de soja (-0,97%), o arroz (-0,75%) e o leite (-0,70%). Por outro lado, oito itens ficaram mais caros: a carne (3,13%), o feijão (2,95%), a banana (2,73%), o açúcar (1,72%), a batata (1,63%), a manteiga (0,91%), o café (0,78%) e o pão (0,22%).

Em relação aos últimos 12 meses, três itens tiveram queda no preço: o tomate (-21,31%), a banana (-9,62%) e o café (-6,38%). Enquanto dez produtos sofreram elevação no preço: a farinha de trigo (17,35%), a batata (9,12%), o pão (7,54%), a manteiga (5,98%), o leite (4,43%), o arroz (1,92%), a carne (1,77%), o óleo de soja (1,75%), o feijão (1,01%) e o açúcar (0,42%).

Salário mínimo necessário deveria ser R$ 3.928,73

De acordo com o estudo, em janeiro, o valor da cesta básica representou 48,10% do salário mínimo líquido, contra 52,95% em dezembro de 2018 e 50,89% em janeiro de 2018.

Com isso, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo já reajustado de R$ 998,00 – o valor se baseia na cesta básica de São Paulo, a mais cara em janeiro.

Clique aqui para acessar o estudo do Dieese.

Fonte: CUT-RS com Dieese e Jornal do Comércio

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