O movimento sindical metalúrgico do Rio Grande do Sul está de luto. Faleceu na noite de ontem, Jairo Carneiro, dirigente histórico, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre, da Federação dos Metalúrgicos do RS e da CUT-RS.

Perseguido político durante a ditadura militar nos anos 70, Jairo construiu sua trajetória marcada pela coragem e pelo compromisso com a democracia e os direitos da classe trabalhadora. Nos anos 80, como trabalhador da Koch Metalúrgica, em Cachoeirinha, iniciou sua militância sindical e tornou-se uma das principais referências do chamado novo sindicalismo.

Entre 1989 e 1994, presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre, sendo o primeiro presidente sob a gestão alinhada à CUT. No mesmo período, contribuiu para o fortalecimento da organização sindical no Estado, presidindo a CUT-RS entre 1992 e 1997.

Mais tarde, assumiu a presidência da Federação dos Metalúrgicos do RS (2012–2015), com o compromisso de ampliar a unidade do movimento metalúrgico gaúcho. Também presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de Cachoeirinha entre 2014 e 2018.

Reconhecido por sua habilidade política e capacidade de negociação, Jairo foi um dos principais articuladores das grandes campanhas salariais e mobilizações da categoria. Sua atuação combinava firmeza nas posições com disposição para o diálogo e construção de consensos.
Mesmo após deixar a presidência do Sindicato, manteve presença ativa nas atividades da entidade. Em uma de suas últimas participações, durante uma formação sindical, relembrou os desafios enfrentados ao longo da história e reafirmou seu compromisso permanente com a luta da classe trabalhadora.

A diretoria do Sindicato destaca que a melhor forma de homenagear Jairo Carneiro é seguir fortalecendo a unidade, a mobilização e a defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora. Sua história permanecerá viva na memória dos metalúrgicos gaúchos e na construção cotidiana de um movimento sindical combativo e comprometido com a transformação social.