Reajuste pelo INPC corrói a renda dos aposentados
13/01/2014
Portaria do Ministério da Previdência Social e do Ministério da Fazenda publicada hoje (13) no Diário Oficial da União reajusta em 5,56% os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo.
O valor se refere ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na última sexta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o reajuste foi 6,2%.
De acordo com a publicação, a partir de 1º de janeiro de 2014 os benefícios pagos pelo INSS não poderão ser inferiores a R$ 724,00 nem superiores a R$ 4.390,00.
O Ministério da Previdência Social informou que os 9,5 milhões de benefícios acima do piso previdenciário representarão impacto líquido de R$ 8,7 bilhões. Já o reajuste do salário mínimo atinge 20,8 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais e representa impacto líquido de R$ 9,2 bilhões.
Reajuste pelo INPC corrói a renda dos aposentados
O reajuste determinado pelos ministérios da Previdência Social e da Fazenda, com base no INPC, amplia a corrosão da renda dos aposentados. “Esse sistema só prejudica o aposentado. A correção sempre perde para a realidade dos preços e do reajuste do salário-mínimo, que, além da inflação considera o percentual de crescimento do PIB de dois anos antes”, lembrou o diretor de Saúde do Stimepa, Marcelo Jurandir. “Atualmente, cerca de 372 mil aposentados que antes tinham benefício acima do piso, agora estão recebendo apenas um salário-mínimo. Esse descompasso é preocupante. Pessoas que sempre contribuíram com dois ou três salários mínimos, hoje são obrigados a se contentar com apenas um. Isso não é justo”, disse.
Segundo Marcelo Jurandir, o Sindicato dos Metalúrgicos, junto com a Federação dos Metalúrgicos, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos e a CUT, vão continuar a luta nacional pela valorização do salário dos aposentados.