21º Grito dos Excluídos vai combater manipulação da mídia

Grito terá como lema “Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”

28/08/2015

A CUT-RS vai participar mais uma vez da tradicional manifestação popular que ocorre no 7 de setembro em todo o país. Trata-se do 21º Grito dos Excluídos, que terá como lema “Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”. Em Porto Alegre, os participantes farão uma concentração a partir das 9h, em frente ao CTG Estância da Azenha (próximo a Rótula das Cuias), nas imediações do Parque da Harmonia.

De acordo as entidades sindicais e as pastorais que organizam a mobilização, a expectativa é chamar atenção para o poder dos meios de comunicação na manipulação da sociedade. A secretária nacional da Pastoral da Juventude, Aline Ogliari, acredita que lema “traz um tom de denúncia de uma estrutura de país que está matando o seu povo”.

A realização do evento na capital gaúcha foi o tema de pauta da reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) do RS, realizada na última quarta-feira, 26, na sede da CUT-RS.

“O Grito dos Excluídos acontece num momento crucial, sendo mais um importante mecanismo de defesa da democracia e dos direitos sociais. Não poderia ter um lema mais adequado. Questionar a postura da mídia burguesa, que manipula e esconde informações, é um pilar fundamental para ampliar o debate da democratização da mídia”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Grito dos Excluídos

A atividade tem como objetivo geral “valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados pelo modelo econômico neoliberal e excludente, ocupando ruas e praças por liberdade e direitos”.

O 1º Grito dos Excluídos aconteceu em 1995, motivado pelo tema da Campanha da Fraternidade daquele ano. a Fraternidade e os Excluídos. Resultado de um processo e compromissos coletivos, o movimento é hoje uma manifestação popular carregada de simbolismo.

Desde 1999, a atividade rompeu fronteiras e acontece também em outros países das Américas.

Por: CUT-RS

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