9º Congresso histórico: Metalúrgicos na luta contra a discriminação e o racismo, contra a terceirização escravizante e por mais democracia e manutenção de direitos

O presidente do nosso sindicato, Lirio Segalla, e a diretora executiva, Lenira Campos da Silva, foram eleitos para a nova direção da CNM/CUT

20/04/2015

Presidente reeleito da CNM/CUT resume linha de atuação da categoria para os próximos 4 anos: “É luta, luta e mais luta!”

O 9º Congresso Nacional dos/as Metalúrgicos/as da CUT, realizado entre os dias 14 e 17 de abril, entra para a história como um dos mais proveitosos e exitosos encontros da categoria porque teve a luta como convergência. Todos os participantes eram unânimes em afirmar e reafirmar a importância da luta, das mobilizações para a defesa da democracia e dos direitos no Brasil.

Esta foi a opinião da delegação gaúcha no congresso e do presidente reeleito na Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Paulo Cayres: “O tom está dado: é luta, luta e mais luta”, disse Paulão referindo-se à pauta imediata dos trabalhadores, que é o combate ao Projeto de Lei 4330, da terceirização sem limites, escravizante e exterminadora de direitos; a defesa da democracia contra os ataques da elite ao projeto de país iniciado há 12 anos com o presidente Lula; e a defesa intransigente dos direitos conquistados pela classe trabalhadora em muitos e longos anos de luta, agora ameaçados principalmente por um Congresso Nacional extremamente conservador.

“Saímos deste nosso encontro nacional abastecidos e não vamos vacilar para defender a nossa pauta e barrar as ofensas e ataques contra a mulher e presidenta Dilma Rousseff, que está sendo vítima de um preconceito desmedido e sendo alvo de ataques desferidos por uma elite composta por pessoas que não querem que os filhos dos trabalhadores e trabalhadoras tenham os mesmos direitos e privilégios que os filhos dos ricos. Não vamos deixar que essa elite derrube a presidenta legitimamente eleita pelo povo”, enfatizou o presidente Paulão, que fez questão de lembrar do exemplo dado pelos próprios delegados e delegadas do encontro, que realizaram uma passeata de 5 Km em Guarulhos, local do congresso, na quarta-feira (15), para protestar e se somar ao Dia Nacional de Lulas e de Paralisação contra o PL 4330, convocado pela CUT.

Participações

O 9º Congresso reuniu 366 delegados e delegadas de todo o país, além de 70 sindicalistas de 25 países, convidados e observadores, entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (veja foto), o ator e ativista da luta contra o racismo no mundo, Danny Glover, e o presidente da CUT, Vagner Freitas, entre outras lideranças.

No total, mais de 500 pessoas acompanharam os painéis que municiaram os debates feitos pelos delegados para traçar o plano de ação da CNM/CUT e para eleger a nova direção da entidade para o quadriênio 2015/2019.

Resoluções

Na manhã do dia 17, os delegados/as se reuniram em plenária para avaliar, aprovar alterações e as resoluções discutidas na véspera em grupos de trabalho, focadas em quatro eixos estratégicos: Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, Política Industrial, Organização Sindical e Políticas Gerais e Permanentes.

Entre as principais resoluções, estão: fortalecer a organização no local de trabalho, reafirmar a pauta mínima do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho nas campanhas salariais, como o piso nacional de salário para o ramo metalúrgico, a licença maternidade de 180 dias, a igualdade salarial entre homens e mulheres, sem distinção de etnia e religião, mecanismos para inibir a rotatividade da mão de obra, inibir a guerra fiscal e assegurar contrapartidas sociais para a concessão de recursos públicos às empresas, além de garantir programa de proteção ao emprego. No que se refere às políticas gerais e permanentes, foram definidas diversas ações que garantem a continuidade e a ampliação de ações nas áreas de formação, saúde do trabalhador, igualdade racial, mulher, juventude e políticas sindicais, além de estratégias que fortaleçam as entidades da categoria e ampliem a base cutista no país.

Eleição

Durante o congresso, uma única chapa – a Unidade Metalúrgica – foi apresentada e aclamada como direção-eleita da CNM/CUT para o mandato 2015-2019. Paulo Cayres, reeleito presidente, e mais 40 dirigentes sindicais de 12 estados serão os responsáveis para cumprir com as resoluções e o plano de lutas definidos no fim do congresso.

O destaque ficou por conta da representatividade. Pela primeira vez, um terço da nova direção será composta por mulheres. Junto com Minas Gerais, o RS terá a segunda maior representação, perdendo apenas para São Paulo. Do RS, foram eleitos sete companheiros/as de seis bases metalúrgicas importantes: Canoas, Erechim, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo e Sapiranga. Entre eles está o presidente do nosso sindicato, Lirio Segalla, e a diretora executiva, Lenira Campos da Silva.

Outras atividades

Antes do início do 9º Congresso, houve três eventos preparatórios realizados no local do evento: a 3ª Conferência Nacional de Mulheres Metalúrgicas da CUT, o Seminário Internacional “Ação Global em Defesa do Trabalho Decente na Indústria” e o Seminário Internacional “Impactos do Racismo no Mundo do Trabalho”.

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