Usiminas: PLR e desrespeito às leis mobilizam trabalhadores

Os companheiros dos dois turnos aprovaram o Estado de Greve para forçar a empresa a buscar um processo de negociação com o sindicato

A direção do sindicato realizou assembleias junto ao portão da Usiminas, em Porto Alegre, para decidir sobre a possibilidade de paralisação da empresa, caso algumas reivindicações dos trabalhadores não fossem atendidas e alguns problemas, resolvidos. Entre eles a PLR. A empresa adiantou R$ 1.300,00 e os trabalhadores ficaram na expectativa de receber outra parte no início deste ano, mas a direção da Usiminas não apresentou os resultados e anunciou um valor irrisório, apenas mais R$ 240,00.

Os companheiros dos dois turnos aprovaram por unanimidade o estado de greve, o que forçou a empresa a buscar um processo de negociação com o sindicato. Até o fechamento desta edição o impasse continuava e a possibilidade de greve aumentava.

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A empresa não faz o encaminhamento ao seguro dos trabalhadores vítimas de acidentes e com sequelas. Além de não emitir a CAT, obriga tais trabalhadores a permanecer no trabalho, tudo para evitar a notificação do acidente, impedir que o acidentado obtenha estabilidade de um ano após o retorno e omitir os inúmeros fatores de risco ao INSS e outros órgãos de fiscalização. A empresa também demitiu trabalhadores doentes, com o aval de seu médico do Trabalho, sendo que o sindicato conseguiu a reintegração de um deles. A empresa mandou tirar os assentos próximos das máquinas e os operadores são obrigados a trabalhar permanentemente de pé, o que contraria a NR 17, do Ministério do Trabalho. Os trabalhadores dizem que, ao longo dos anos, a empresa aumentou a rotação das máquinas e passou a exigir mais produção, o que também elevou os acidentes. Na Galvanização o calor é desumano e na Solda a empresa usa formaldeído, um produto químico altamente cancerígeno. 

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