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19/06/2017

Informações sobre a campanha salarial para manutenção das conquistas asseguradas na Convenção Coletiva
A exemplo do ano passado, escorados na crise econômica e política do país, os patrões imprimiram um ritmo bastante lento nas negociações de reajuste salarial não só aqui em nossa base metalúrgica, mas em todas as regiões do Estado.
Enquanto reivindicamos a reposição integral da inflação (3,99%), as perdas geradas a partir dos parcelamentos do INPC nas convenções coletivas anteriores e a manutenção de todas as conquistas da Convenção Coletiva em vigor, os patrões queriam a retirada ou flexibilização de pelo menos 24 cláusulas da Convenção Coletiva.
Felizmente, na reunião realizada no dia 7 de junho, os patrões resolveram abrir mão de algumas de suas reivindicações e apresentaram proposta de reajuste salarial de 4% a partir do mês de fechamento do acordo. Para o piso de admissão, salário de R$ 1.197,89 mensais. Para o piso efetivo (após 90 dias de contrato), R$ 1.281,28 mensais. Para o piso dos aprendizes, R$ 4,26 por horas.
Na última reunião, os patrões também apresentaram algumas propostas que tratam de Cipa, ajuda de custo ao estudante, compensação de horário semanal e de feriados, banco de horas, quinquênio, auxílios creche e formação profissional, nas quais pedem revisão de redação, manutenção de valores, redução dos valores dos limites, alteração de prazos de pagamento, entre outras propostas que ainda serão pauta das próximas negociações.
MOBILIZAÇÕES
Embora nossa data base seja 1º de maio, já caminhamos para a segunda quinzena de junho sem ter em mãos uma proposta passível de avaliação e votação por parte da categoria. A próxima reunião de negociação com a patronal será no dia 21, ocasião em que esperamos avançar nas propostas. Caso isso não aconteça, vamos começar a intensificar as mobilizações da campanha salarial. Neste caso, é muito importante que os trabalhadores e trabalhadoras estejam atentos às ações que podem ser promovidas pelo sindicato. Participe!