Trabalhadores rejeitam proposta patronal e aprovam greves nas indústrias metalúrgicas

Patrões ofereceram 7,5% de reajuste em maio, completando 8,5% em novembro, e 0% no piso salarial

28/06/2013

Patrões ofereceram 7,5% de reajuste em maio, completando 8,5% em novembro, e 0% no piso salarial

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos realizou na noite de hoje, 27 de junho, na sede da entidade, em Porto Alegre, a assembleia geral da categoria para discutir a campanha salarial que se estende desde abril, quando a pauta de reivindicações foi encaminhada ao sinidcato patronal para negociação. A mobilização iniciou às 19 horas, se encerrou às 20h10min e contou com a presença de centenas de traba-lhadores que, depois de avaliar a proposta patronal, resolveram rejeitá-la e decretar, a partir de amanhã, inúmeras greves na categoria.

Num primeiro momento, os presidentes do sindicato e da Federação dos Metalúrgicos, Lirio Segalla e Jairo Carneiro, fizeram uma análise da atual conjuntura de mobilizações populares no país, entendendo-as como positivas pelas conquistas alcançadas. Para eles, os jovens mostraram a todos que há outros caminhos para se construir a luta e que, para se conquistar avanços, temos também que partir para a luta.

Num segundo momento, o secretário-geral do sindicato, Rafael Moretto, expôs a seguinte proposta patronal para análise: 7,5% de reajuste sobre os salários de maio, completando 8,5% em novembro, 0% no piso da categoria e alguns poucos avanços nas cláusulas sociais, como o voto secreto e o consequente fim das listas para aprovação de acordos específicos nas fábricas. A proposta salarial foi considerada muito inferior à reivindicação original (10% de reajuste e piso da categoria 10% acima do piso regional do RS) e distante dos 9,5% de reajuste salarial conquistado pelos trabalhadores dos setores de Máquinas Agrícolas e da Reparação de Veículos, motivo pelo qual foi rejeitada por unanimidade.

“Embora a gente esteja num grau de organização muito grande, ao propor este reajuste rebaixado os patrões estão duvidando de nossa capacidade de mobilização. Por isso, temos que dar a resposta a eles e iniciar inúmeras greves na categoria”, propôs o presidente Lírio. A proposta foi aclamada por todos.

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