Atualmente, o Congresso possui cerca de 90 parlamentares que defendem a classe trabalhadora
28/03/2014
O ataque de parte do governo federal e dos patrões sobre os direitos dos trabalhadores mostra que sem uma grande base parlamentar os trabalhadores vão perder parte de seus direitos sindicais, trabalhistas e previdenciários. Os servidores públicos, por sua vez, dificilmente conquistarão o direito à negociação coletiva.
“Não há como evitar retrocessos, muito menos avançar nas conquistas de novos direitos para estes segmentos”, avaliou o jornalista e diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz.
Para ele, o movimento sindical precisa eleger uma boa bancada de parlamentares. Tem de definir suas candidaturas de preferência trabalhadores ou os próprios sindicalistas, podendo também apoiar candidatos ligados aos movimentos sociais.
Atualmente, o Congresso possui cerca de 90 parlamentares que defendem a classe trabalhadora. Já a classe empresarial teria cerca de 300 parlamentares que defendem suas causas naquele poder Legislativo.
Para Queiroz será preciso envolver os trabalhadores e “suas organizações no sentido de eleger uma bancada comprometida com seus pleitos e lutas”. Acrescentou: “A campanha eleitoral é uma oportunidade ímpar que têm os trabalhadores, aposentados e servidores para a divulgação e popularização da importância, necessidade e conveniência de ampliação e preservação das conquistas trabalhistas, sindicais, previdenciárias e sociais”.
De acordo com o jornalista do Diap, os trabalhadores conseguiram avançar em alguns direitos e evitado outros retrocessos por causa, em grande parte, da bancada sindical no Congresso.