Sindicatos reivindicam duas parcelas adicionais no seguro-desemprego

Atualmente, as parcelas do seguro-desemprego variam entre 3 e 5 salários mínimos, dependendo do tempo de trabalho

10/10/2016

A pedido do movimento sindical, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) se reuniu no dia 20 de setembro com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para discutir a concessão de duas parcelas adicionais do seguro-desemprego aos trabalhadores/as desempregados/as, a exemplo do que foi feito em 2008, durante a crise internacional da época. Nogueira prometeu estudar a viabilidade da concessão extra.

A medida visa favorecer parte dos atuais 12 milhões de desempregados, que precisam de um suporte financeiro até conseguirem um outro emprego. Estas parcelas extras do seguro-desemprego também ajudariam a movimentar a economia, já que o dinheiro seria investido no consumo e não na poupança.

Atualmente, as parcelas do seguro-desemprego variam entre 3 e 5 salários mínimos, dependendo do tempo de trabalho. Assim, quem recebe 3 parcelas atualmente receberá 5 e quem recebe 5 passará a ter 7. Para recebê-las, o trabalhador deve se matricular em um curso de qualificação do Sistema Nacional de Emprego (SINE). O trabalhador também precisa matricular-se em curso de formação gratuito na sua área de atuação, numa distância de até 20 km da moradia.

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