Sindicato realiza assembleia na ThyssenKrupp de Guaíba

Assembleia foi realizada na manhã de hoje e tratou da campanha salarial da categoria

Os trabalhadores e trabalhadoras da Thyssen Krupp, maior empresa metalúrgica de Guaíba e produtora de elevadores, realizaram assembleia em frente à empresa na manhã desta terça, 31 de maio, para conhecer o andamento da campanha salarial e receber relatos dos problemas específicos enfrentados pelos funcionários e que são alvo da ação do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre na empresa.

Quanto à campanha salarial, os dirigentes sindicais ralataram que, até o momento, embora já tivessem participado de três rodadas de negociação, muito pouco se avançou. Segundo avaliação, apesar de estarem produzindo e lucrando como nunca, as empresas do setor querem conceder apenas a inflação (6,3%, segundo o INPC), frustrando a categoria, que espera elevar a média salarial arrochada nos últimos anos pela alta rotatividade de pessoal (empresas demitem e depois recontratam outros trabalhadores, oferecendo salários inferiores). Na ocasião, o dirigente sindical Elisandro Marques disse que os trabalhadores e trabalhadoras da Tyssen Krupp tem de se preparar porque a campanha salarial está entrando numa fase de mobilizações cada vez mais fortes e eles terão de fazer a sua parte.

Quanto aos problemas específicos, a empresa não reconhece as doenças ocupacionais e, por isso, está deixando de emitir a CAT para os funcionários vitimados, descumprindo a legislação previdenciária. Outro fato que vem preocupando os trabalhadores é o fato de que a unidade da Thyssen Krupp de Guaíba está importando da China peças simples, que poderiam ser produzidas aqui em nosso país, como o volante de elevador, uma espécie de polia que encaixa os cabos que sustentam os elevadores. “A direção da empresa gera emprego lá fora e não leva em conta que as peças importadas são baratas porque lá na China o trabalho é precário, fruto de uma mão-de-obra semi-escrava. Os empresários brasileiros – que tanto falam em responsabilidade social – não podem compactuar situações que ferem a dignidade dos trabalhadores, mesmo que elas sejam lucrativas”. Esta é a posição de nosso sindicato e que vai ser apresentada à direção da empresa.

No final da assembleia, a direção do sindicato avaliou a mobilização como bastante positiva, pois, ao contrário de outros anos, desta vez não teve chefe querendo impedir a ação sindical tradicional de porta de fábrica, nem trabalhador forçando a entrada. Isso mostra que está havendo uma conscientização e um amadurecimento maior de todos.

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