Sindicato realiza assembleia de mobilização para a Greve Geral

Nos últimos dias, a entidade vem distribuindo jornais e realizando assembleias em portas de fábrica para convencer a categoria a aderir à esta que deverá ser a maior manifestação da classe trabalhadora contra Temer e suas reformas impopulares

18/04/2017

Nos últimos dias, a entidade vem distribuindo jornais e realizando assembleias em portas de fábrica

O Stimepa – Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre realizou na manhã de hoje uma assembleia em frente à ThyssenKrupp Elevadores, em Guaíba. O objetivo, por meio desta e de outras assembleias, reuniões e plenárias realizadas nos últimos dias, é conscientizar a categoria sobre a importância da participação de todos os trabalhadores/as na Greve Geral do próximo dia 28 de abril, que pretende barrar as reformas trabalhista e previdenciária impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e que, caso aprovadas, vão tirar ou flexibilizar diversos direitos da classe trabalhadora.

Durante a assembleia, o dirigente sindical Rudinei Fernandes lembrou da terceirização sem limites, recentemente aprovada pela base de sustentação do governo, sem considerar os argumentos do movimento sindical. “Muitos trabalhadores – inclusive chefias – já estão sendo demitidos e recontratados como MEI – Micro Empreendedor Individual. Serão os primeiros a ficar sem direitos importantes como 13º salário e férias, garantidos pela CLT”. André Santana, funcionário da Thyssen e diretor do sindicato, depois de dar um relato sobre o 11º Encontro da Rede Nacional, falou da reforma da previdência, “que vai impor a idade mínima e dificultar as aposentadorias. A CLT não é nem nunca foi motivo de desemprego. Estamos diante do maior crime contra a classe trabalhadora depois da escravidão”, disse. Por fim, o presidente Lírio falou que, no passado, vinha na porta da fábrica para dizer que o golpe não era contra alguns políticos, mas contra a classe trabalhadora, fato que agora se comprova. “Todos seremos prejudicados, inclusive os aposentados, que poderão receber menos que um salário mínimo… terão uma velhice miserável”. Concluiu dizendo que o sindicato estava ali para convencer os trabalhadores/as a participar da greve como uma forma de lutar pela própria dignidade e respeito.

No final da assembleia, foram distribuídos exemplares do boletim especial elaborado pela Rede Nacional de Trabalhadores/as da ThyssenKrupp, contendo informações sobre o 11° Encontro realizado em São Paulo.

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