Mobilização foi realizada em frente à empresa AEL Sistemas e exigiu o fim do financiamento dos crimes de guerra
15/05/2014

Mobilização foi realizada em frente à empresa AEL Sistemas e exigiu o fim do financiamento dos crimes de guerra
Sindicalistas e militantes de movimentos sociais de Porto Alegre realizaram na manhã de hoje, entre as 6h30min e 8h, uma manifestação em solidariedade aos trabalhadores palestinos, em frente a empresa AEL/Sistemas, subsidiária da Elbit Systems, corporação que constrói o muro que amplia o apartheid israelense contra o povo palestino em suas aldeias. A empresa também fabrica os Vants – Veículos Aéreos Não Tripulados, equipamentos que contribuem para matar palestinos e civis em todo o mundo.
“Estamos aqui na frente desta empresa porque somos contra a ideologia e tecnologia exportadas pela Elbit, de controle total, exclusão, repressão e racismo”, declarou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. Ele lembrou ainda que nesta data, há 66 anos, ocorria a fundação do estado de Israel e o início do massacre sobre o povo palestino. “Além disso, não foi cumprida a decisão da ONU, que previa também, a criação do estado Palestino”. Atualmente, mais de 6 milhões de palestinos vivem até hoje como refugiados em todo o mundo e nos territórios ocupados, separados e segregados em sua própria terra por um muro de cimento de 8 metros e com mais de 700 km de comprimento.
O uso do dinheiro público para financiar a indústria de guerra também foi condenado pelos manifestantes. O Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovou 5 milhões em financiamento (de uma demanda de 43 milhões) e quatro universidades gaúchas (UFRGS, UFSM, PUCRS e Unisinos) estão associadas à AEL/ELBIT para a pesquisa e produção de satélites militares.
Todos que se manifestaram deixaram claro o seu apoio e solidariedade aos palestinos e a contrariedade que nossas universidades, estudantes e professores participem do apartheid israelense, do aprofundamento da militarização da sociedade e de crimes de guerra.
Com informações da CUT-RS