Trabalhadores do setor de máquinas agrícolas aprovam reajuste de 2026

Os trabalhadores do setor de máquinas agrícolas aprovaram, em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (16) e na manhã desta sexta-feira (17), a nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, que prevê o reajuste salarial. As atividades foram conduzidas pelo diretor regional do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre, Adilson Tavares, responsável pela região da TMSA, na Zona Norte de Porto Alegre.

Durante as assembleias, os dirigentes sindicais apresentaram um balanço das negociações da campanha salarial, os desafios enfrentados pelo setor e os principais avanços conquistados na convenção.

O diretor sindical e trabalhador da empresa, Hugo Barbosa, atualizou os trabalhadores sobre o andamento do processo de insalubridade na empresa e destacou a importância da organização e da unidade da categoria para fortalecer as lutas em defesa dos direitos dos metalúrgicos.

Na sequência, o presidente do Sindicato, Adriano Filippetto abordou o cenário econômico enfrentado pelo ramo de máquinas agrícolas, destacando os impactos sobre o setor.

Já o diretor sindical e trabalhador da empresa, Wilson Rodrigues, detalhou todo o processo de negociação com o sindicato patronal. Segundo ele, a campanha salarial foi marcada por diversas rodadas de negociação.

“As negociações foram difíceis. A primeira proposta apresentada pelo sindicato patronal previa o parcelamento do reajuste de 4,11%, o que foi rejeitado, pois defendíamos que o reajuste fosse pago integralmente”, explicou.

O dirigente lembrou também que, posteriormente, o patronal apresentou uma nova proposta, composta pelo reajuste de 4,11% e um abono de R$ 400,00, que igualmente foi rejeitada.

“Entendemos que o valor do abono era muito baixo e não representava a valorização que a categoria merecia. Seguimos negociando até conquistar uma proposta melhor para os trabalhadores.”

Ao final das assembleias, os trabalhadores aprovaram por ampla maioria a proposta final, que garante reajuste salarial de 4,11%, pago integralmente em uma única parcela, reajuste de 5,2% no piso salarial da categoria, Abono indenizatório de R$ 600,00 para os trabalhadores com 12 meses completos de empresa até 30 de abril de 2026 e pagamento proporcional do abono para os trabalhadores admitidos entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026.

A aprovação da Convenção Coletiva encerra mais uma campanha salarial marcada por intensa negociação e reafirma a importância da organização sindical para garantir avanços e preservar direitos da categoria metalúrgica.

Trabalhadores contratados a partir de 01 de maio deste ano não recebem, nem abono, nem reajuste. O abono será pago no curso do mês de agosto (com o salário de julho ou em folha complementar), em parcela única, para as empresas com 81 empregados ou mais. Para as empresas com até 80 empregados, o abono poderá ser parcelado em duas vezes, metade em agosto, metade em outubro de 2026.

Para empresas que anteciparam reajuste a partir de maio/2026 de pelo menos 4,11% ficam isentas do abono. Empresas que anteciparam reajuste em percentuais menores a partir de maio, podem complementar os 4,11% a partir de maio e, daí, não pagar o abono.

Compartilhar

Veja também

Chile: capitalização da Previdência faz idosos morrerem trabalhando e suicídio bater recorde

CUT e centrais debatem MP 927 e garantia de emprego e renda com presidente do STF

Fique atento/a ao seu contracheque