Secretaria Nacional do Idoso e Plano de Saúde do Aposentado são rejeitados pelo Governo

Ministros frustram dirigentes aposentados ao anunciar decisões de Dilma

03/07/2013

A verdade seja dita: ninguém saiu satisfeito da reunião realizada nesta manhã desta quarta-feira em Brasília no Ministério da Previdência Social. Somente três pautas foram debatidas pelos representantes do governo com as lideranças das entidades de aposentados.
Questões importantes como “Fator Previdenciário”, “Reajuste 2014” e “Recomposição das Aposentadorias” ficaram para serem discutidas em outra ocasião.
O governo se fez representado pelos ministros Gilberto de Carvalho e Garibaldi Alves, que estavam assessorados por José Lopes Feijóo, Carlos Eduardo Gabas, Elisete Belchior, Leonardo Rolim.
O Ministério da Saúde enviou técnicos para efetuar uma exposição sobre os programas de medicamentos destinados à população idosa. As entidades reivindicaram a inclusão de outros remédios nesta lista. O governo sinalizou de forma positiva.
Foi constituído um grupo de trabalho para detalhar esse assunto, cuja primeira reunião será realizada no dia 13 de agosto na sede do Ministério da Saúde.
A COBAP e outras entidades representativas do mesmo segmento, exige uma solução imediata para que os médicos do SUS receitem somente medicamentos que estejam disponíveis gratuitamente nas farmácias e postos de saúde (o que não ocorre atualmente).
“Queríamos um plano de saúde especial para os idosos e que coubesse no bolso, utilizando a estrutura dos hospitais públicos e das santas casas. Enquanto isso não se concretiza, nós aposentados vamos morrendo dia após a dia”, disse o presidente Warley Martins.
O ex-sindicalista José Lopez Feijóo, assessor especial no Palácio do Planalto, explicou que, o governo como ente público não poderia patrocinar a saúde privada. “É possível somente que o Ministério da Saúde direcione energia para melhorar o Plano Nacional de Proteção à Saúde do Idoso”, justificou Feijóo.

Fonte: Cobap

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