Relatório da Comissão da Verdade da CUT será lançado no 12º CONCUT

O projeto resgata a memória histórica de trabalhadores nos anos de chumbo

09/10/2015

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), através da sua Comissão Nacional Pela Memória, Verdade e Justiça, lançará durante o seu 12º Congresso, na próxima quarta-feira(14), às 18h, no Palácio de Convenções do Anhembi, na zona norte da capital paulista, o relatório da Comissão Nacional da Memória, Verdade e Justiça da CUT.

O projeto resgata a memória histórica de trabalhadores, militantes e sindicalistas e de suas organizações e sindicatos que sofreram durante a ditadura com mortes, torturas, intervenções e dilapidação de patrimônio.

O relatório traz uma análise em quatro partes. A primeira aborda as violações dos direitos humanos durante o período da ditadura militar, além de trazer casos de trabalhadores (as) que foram mortos em manifestações e não foram incluidos no relatório da Camissão Nacional da Verdade.

A segunda apresenta atividades que foram realizadas pelos sindicatos cutistas, CUTs estaduais e comissão da verdade desde 2012. Na terceira, traz as recomendações feitas pelos mesmos e pelas demais centrais que participaram do Grupo de Trabalho (GT) dos trabalhadores da Comissão Nacional da Verdade. Na última, aborda artigos de especialistas sobre as consequências da ditadura para a sociedade e uma entrevista com o ex-secretário de Direitos Humanos da Presidência, Paulo Vannuchi.

O secretário nacional de Políticas Sociais da CUT, e Coordenador Nacional da Comissão Pela Memória, Verdade e Justiça da CUT, Expedito Solaney, considera que esses crimes cometidos durante a ditadura são de lesa humanidade ferindo todos os tratados e legislações em direitos humanos.

“Vamos levar para o CONCUT esse debate, fazer campanha e manifestação pela punição desses militares e generais que foram responsáveis por isso”, destaca Solaney.

O dirigente também falou das expectativas para o Congresso da CUT, que começa nesta terça-feira (13), e rechaçou o golpe que está em marcha contra a presidenta Dilma. “O Congresso vem numa conjuntura difícil para os trabalhadores com essa política econômica do governo. Vamos lutar pela consolidação da democracia e dizer não ao golpe”, conclui.

Fonte: Walber Pinto – CUT

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