PPE: Ministro Rossetto diz ser contra emenda que prejudica trabalhadores

Trata-se de uma emenda que causa “grande conflito e retrocesso”, disse ele

08/10/2015

O titular do recém-criado Ministério do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, somou-se às centrais sindicais e manifestou posição contrário à emenda que permite ao negociado prevalecer sobre o legislado, incluída na Medida Provisória (MP) 680, que criou o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Segundo ele, trata-se de uma emenda que causa “grande conflito e retrocesso”.

Os sindicalistas afirmam que mudanças apresentadas na comissão mista que analisa a MP permitiriam que acordos coletivos prevalecessem sobre a legislação. Na avaliação dos dirigentes, seria uma forma de burlar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e uma brecha para retirada de direitos.

“Os direitos dos trabalhadores consagrados na CLT devem ser preservados e, a partir deste ponto, as negociações valorizadas”, declarou Rossetto. De acordo com o ministério, em três meses de vigência 15 empresas aderiram ao PPE, garantindo a manutenção de mais de 18 mil postos de trabalho.

Fonte: Rede Brasil Atual

Compartilhar

Veja também

Atrasar salário por vários meses gera dano moral ao trabalhador

Confira as datas de recesso da assessoria jurídica do Sindicato

Para centrais, correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda é insuficiente