Novos dirigentes do STIMEPA visitam sede da CUTRS e fortalecem formação para a luta dos trabalhadores

Atividade fez parte do processo de formação da nova direção do Sindicato, que teve renovação de cerca de 25% em 2026

A renovação da direção do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (STIMEPA) trouxe novos dirigentes para a organização e, junto com ela, o desafio de preparar essas lideranças para os diferentes espaços de atuação do movimento sindical. Em 2026, cerca de 25% da direção passou a ser composta por dirigentes que ingressaram pela primeira vez na entidade.

Como parte desse processo de formação, os novos dirigentes vêm participando de uma série de módulos voltados à história, à organização e à atuação sindical. Nesta quarta-feira (23), foi a vez de visitar e conhecer a estrutura da Central Única dos Trabalhadores do RS (CUT), entidade à qual o STIMEPA é filiado, e também visitaram a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, localizada no Centro Histórico de Porto Alegre.

Dirigentes conheceram a sede da Central Única dos Trabalhadores

A formação busca ampliar a compreensão dos novos dirigentes sobre como o Sindicato está inserido em uma estrutura mais ampla de organização dos trabalhadores e como as lutas da categoria metalúrgica se relacionam com as reivindicações de trabalhadores de diferentes setores.

Para que serve uma central sindical?

Durante a atividade, os dirigentes conheceram a história e os princípios da CUT, fundada em 28 de agosto de 1983, em São Bernardo do Campo (SP), durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT).

A Central surgiu no contexto de reorganização do movimento sindical brasileiro e de mobilização dos trabalhadores pela redemocratização do país. Sua atuação reúne trabalhadores de diferentes categorias, do setor público e privado, do campo e da cidade, com o objetivo de articular e unificar lutas que ultrapassam os limites de uma categoria profissional.

Na prática, uma central sindical atua em pautas que dizem respeito ao conjunto da classe trabalhadora, como direitos trabalhistas, condições de trabalho, distribuição de renda, liberdade e autonomia sindical, combate às discriminações e defesa de políticas públicas.

A CUT possui organização nacional, estruturas estaduais e uma organização que reúne sindicatos, federações e confederações de diferentes ramos de atividade.
Para os novos dirigentes do STIMEPA, conhecer essa estrutura é também compreender que uma negociação salarial, uma campanha pela redução da jornada ou uma mobilização por melhores condições de trabalho fazem parte de uma realidade mais ampla e podem ganhar força quando diferentes categorias atuam de forma articulada.

A organização dos metalúrgicos no Rio Grande do Sul

A formação também incluiu uma visita à Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Rio Grande do Sul.
Fundada em 22 de dezembro de 1943, em Porto Alegre, a Federação reúne sindicatos de trabalhadores metalúrgicos do Estado e tem uma trajetória ligada às principais lutas da categoria.

Ao longo de sua história, a Federação também esteve envolvida em mobilizações por melhores salários, redução da jornada e melhoria das condições de trabalho. A organização dos metalúrgicos em âmbito estadual permitiu que reivindicações comuns fossem construídas e defendidas de maneira articulada.

Formação para fortalecer a organização

Conhecer a CUT e a Federação faz parte de um processo mais amplo de formação dos novos dirigentes do STIMEPA. A proposta é que quem assume uma função na direção do Sindicato conheça não apenas as demandas específicas da categoria, mas também a história e a estrutura do movimento sindical do qual faz parte.

A formação passa por diferentes temas e momentos da organização sindical, preparando os novos dirigentes para atuar na representação dos trabalhadores, nas negociações coletivas, nas mobilizações e na construção das lutas da categoria.

Amarildo Cenci, presidente da CUTRS, recebeu os novos diretores.

A formação, portanto, é parte permanente da atividade sindical e contribui para que novas lideranças estejam preparadas para os desafios presentes e futuros da organização dos trabalhadores.

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