Nova direção da Federação avalia atividades sindicais e planeja fortalecimento das regionais

Campanhas salariais foram consideradas satisfatórias
A recém empossada diretoria da Federação dos Metalúrgicos (FTMRS), juntamente com os membros do conselho dos sindicatos filiados, reuniram-se na quinta-feira, 9 de agosto, na sede da Fetag/RS, em Porto Alegre, para avaliar as atividades desenvolvidas ao longo deste ano, especialmente as campanhas salariais, e para iniciar um planejamento estratégico visando, entre outras questões, a descentralização da entidade, dando protagonismo às sete regionais.

“Temos que fazer com que as regionais atuem com mais proximidade dos trabalhadores, tenham autonomia. Vamos tirar o ‘peso’ de Porto Alegre e Canoas e fazer com que as mobilizações cheguem às bases”, afirmou Jairo Carneiro, novo presidente. Para ele, a Federação precisa modernizar seu estatuto, permitindo que a entidade possa estender suas bases, atuando em municípios que ainda não têm organização sindical, beneficiando os trabalhadores destas localidades.
Durante a reunião, os representantes de sindicatos mostraram o trabalho feito por suas entidades ao longo da campanha salarial e a sua avaliação dos resultados. No geral, os dirigentes entenderam que os objetivos principais foram alcançados, pois foram conquistados reajustes que recuperaram as perdas e garantiram satisfatórios aumentos reais nos salários. A marcha de abertura da campanha salarial, que culminou com atividades na Assembléia Legislativa e no Palácio Piratini, e a coesão dos sindicatos foram pontos fundamentais para os metalúrgicos atingirem esses resultados. O secretário de Política Sindical da Confederação Nacional dos metalúrgicos, Loricardo de Oliveira, propôs uma discussão nacional da campanha para o próximo ano. “Estamos propondo uma reunião de conselheiros dos sindicatos. Vamos fazer uma grande plenária para pautar a próxima campanha e chamar os empresários de todo o país para a discussão”, disse.

O economista e coordenador do Dieese, Ricardo Franzoi, avaliou de forma positiva a união da categoria no andamento das negociações. “Nunca demos a palavra final sem que houvesse uma discussão. Os metalúrgicos tiveram esse compromisso”. Para 2013, ele falou da necessidade de “inovar”. “Vamos sentar e ver o que é importante para o próximo ano: data-base, cláusulas sociais… e vamos levar essas questões adiante”, afirmou.

A advogada da Federação, Dra. Lídia Woida, apresentou a proposta do ACE – Acordo Coletivo Especial, encaminhada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que deve entrar em discussão em breve na forma de um Projeto de Lei. O ACE é polêmico porque, segundo opiniões, privilegia o “negociado sobre o legislado”. Como o assunto ainda não é totalmente conhecido pela maioria dos dirigentes sindicais, a Federação deverá retomar o tema para aprofundá-lo, antes de adotar uma posição concreta sobre ele.

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