Uma delegação do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre acompanhou, na noite desta terça-feira (27), em Brasília, a votação da proposta que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.
Representando a categoria metalúrgica gaúcha, estiveram presentes o diretor de formação do Sindicato, Marcelo Nascimento, e o vice-presidente da entidade, Rudinei Fernandes, acompanhando diretamente a sessão na Câmara dos Deputados e dialogando com parlamentares sobre a importância da pauta para a classe trabalhadora.
A votação representa um passo histórico na luta pela redução da jornada de trabalho no Brasil, uma reivindicação construída há décadas pelo movimento sindical e pelos trabalhadores em todo o país.

Mesmo diante de manobras de partidos como PL e NOVO para dificultar o avanço da proposta, o projeto segue agora para análise no Senado Federal.
Durante a agenda em Brasília, a delegação do Sindicato participou das mobilizações organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por diversas entidades sindicais de todo o país, reforçando a pressão popular em defesa da proposta.
Segundo Marcelo Nascimento, o momento foi marcado por emoção, mobilização e consciência de que a luta continua.
“Depois de 38 anos, a gente dá um grande passo para reduzir a jornada de trabalho no nosso país, saindo de 44 horas semanais para 40 horas e avançando também no fim da escala 6×1. Foi um dia emocionante, porque a população trabalhadora, que faz a riqueza desse país, estava acompanhando esse processo”, afirmou.
Marcelo também destacou a atuação do Sindicato nas portas de fábrica e a importância da mobilização permanente da categoria.
“Porto Alegre, como sempre, fez a luta nas portas de fábrica, conversando com os trabalhadores sobre a importância de reduzir a jornada de trabalho no nosso país. Agora a luta segue no Senado e nós vamos continuar cobrando os parlamentares que votam contra os trabalhadores”, declarou.
O Sindicato reforça que seguirá mobilizado em defesa da redução da jornada sem redução salarial e pelo fim da escala 6×1, pressionando deputados e senadores para que a proposta seja aprovada em definitivo.

Parlamentares gaúchos citados pela delegação durante a mobilização
Durante a atividade em Brasília, dirigentes sindicais também criticaram parlamentares gaúchos que se posicionaram contra pautas de interesse da classe trabalhadora:
- Bibo Nunes (PL-RS);
- Maurício Marcon (PL-RS);
- Lucas Redecker (PSD-RS);
- Marcel van Hattem (NOVO-RS);
- Sérgio Turra (PP-RS).
A direção do Sindicato destacou que a mobilização continuará nas fábricas, nas ruas e junto ao Congresso Nacional até a aprovação final da proposta.