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29/08/2016
Sarah Lima / STIMEPA

Após quase 4 meses de negociação, metalúrgicos de Porto Alegre e região dão fim a campanha salarial 2016
Em assembleia geral decisiva realizada na noite da terça-feira, 23 de agosto, os metalúrgicos de Porto Alegre e região presentes avaliaram e aprovaram por unanimidade a proposta de reajuste salarial, colocando um fim na campanha salarial deste ano.
Assim, a categoria metalúrgica de nossa base recupera as perdas inflacionárias acumuladas entre maio de 2015 e abril deste ano, ou seja, 9,83%. O reajuste, porém, será parcelado em três vezes, dentro deste semestre:
– Em 1º/05/2016: 4%, limitado ao valor de R$ 194,00 (4% sobre o teto de R$ 4.850,30;
– Em 1º/09/2016: 5%, limitado ao valor de R$ 244,85 (5% sobre o teto de R$ 4.896,94;
– Em 1º/12/2016: 9,83%, limitado ao valor de R$ 510,16 (9,83% sobre o teto de R$ 5.189,82.
Cabe ressaltar que a adoção de limites de salários para os reajustes é uma imposição exclusiva do sindicato patronal para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho. Os patrões alegam que trabalhadores/as que recebem salários acima destes limites são funcionários/as “cargos de confiança”, para os quais adotarão outra política de reajuste salarial. Historicamente, nosso sindicato defende reajustes igualitários para todos os/as trabalhadores/as da base, independente dos salários recebidos e das funções que ocupam.
Mobilizações nas fábricas foram fundamentais
Mais uma vez as mobilizações nas fábricas foram consideradas como fundamentais para a conquista de um acordo satisfatório. O sindicato esteve em várias fábricas da categoria (veja algumas delas nas fotos) nas frias manhãs deste inverno e encontrou muita disposição de luta e participação de todos os metalúrgicos.
Certamente, as mobilizações mexeram com a mesa de negociações. Os patrões sentiram o grau de insatisfação dos trabalhadores e trabalhadoras e entenderam que a principal reivindicação – a recuperação das perdas inflacionárias – deveria ser respeitada.
As mobilizações também contribuíram para que os patrões desistissem de tirar a base de Cachoeirinha da mesa de negociações estadual dos metalúrgicos e da proposta de excluir ou flexibilizar 26 cláusulas importantes da Convenção Coletiva, conquistada ao longo de muitos anos de luta.