Marcha de abertura do Fórum Social reúne 20 mil manifestantes em Porto Alegre

Calor de mais de 35 graus não arrefeceu os ânimos dos participantes

20/01/2016

Entre eles estavam os militantes metalúrgicos das bases de Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha e São Leopoldo

O calor de mais de 35 graus não arrefeceu os ânimos dos manifestantes que se deslocaram no final da tarde de ontem até o Centro da capital para protagonizar a tradicional marcha de abertura do Fórum Social.

Embora os organizadores esperassem a participação de 10 mil pessoas, no horário do início da caminhada, milhares de manifestantes espalhados se agregaram para compor a marcha. Entre os 20 mil participantes estavam os militantes metalúrgicos das bases de Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha e São Leopoldo, que empunharam e conduziram a grande bandeira da CUT durante a caminhada. Além de sindicalistas, milhares de outros militantes de movimentos sociais, além de autoridades governamentais e do Fórum Social Mundial, estavam presentes na marcha.

Denominada “Paz, Democracia e Direitos dos Povos e do Planeta” para celebrar os 15 anos da realização do 1º Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre, a Marcha de Abertura do FST iniciou no ponto de concentração – Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público e à Prefeitura – seguiu a Av. Borges de Medeiros e a 1ª Perimetral, até chegar ao Largo Zumbi dos Palmares.

Após a chegada no Largo Zumbi dos Palmares, houve manifestações no palco de representantes da CUT, CTB, movimentos sociais e Carminda MacLorin, integrante do Fórum Social Mundial 2016, de Montreal. Também usaram a palavra o representante da Prefeitura, Cesar Busatto, e o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto.

Para o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, “foi um ato pacífico numa demonstração clara em defesa da democracia e contra o Fórum Econômico de Davos, que conspira com o capital”. O dirigente avalia que “essa grande marcha inicia os 15 anos do Fórum Social Mundial com densidade representativa e, principalmente, com disposição de fortalecer as redes e trocas de experiências para sairmos daqui mais fortes na luta pela democracia, liberdade e inclusão social”.

A secretária de Finanças da CUT-RS, Vitalina Gonçalves, que foi uma das animadoras da marcha, destacou que “os recentes ataques à democracia no Brasil e na América Latina fizeram com que os movimentos sociais e populares de todo o mundo se levantassem, como já tinham feito no ano de 2001, no 1º Fórum Social Mundial. Mais uma vez, damos uma demonstração de força e mandamos o recado de que não vamos sucumbir”.

Outro animador da caminhada, o secretário do Meio Ambiente da CUT-RS, Paulo Farias, salientou que “há 15 anos atrás espraiamos a democracia pelo mundo e especialmente na América Latina. Agora, em 2016, reacendemos esse processo e vamos novamente expandir e fortalecer o regime democrático”, completou.

A atividade foi encerrada com o show de abertura do FST, abrindo a agenda cultural do evento. No palco, o músico Nei Lisboa, Moysés do Hip Hop e Rock de Galpão foram as atrações.

Geraldo Muzykant, com informações da assessoria de comunicação da CUT/RS

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