Indústria gaúcha segue com instabilidade

A faceta mais visível do cenário de instabilidade está nas grandes marcas

23/09/2019

 Apesar do momento positivo pelo qual o Estado passa nos movimentos de criação e extinção de empresas, há segmentos que convivem de forma mais assídua com o fantasma do fechamento de negócios. Um dos mais afetados é a indústria.

Segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais, o Estado tinha 52,2 mil estabelecimentos industriais ativos em 2014, antes da recessão. Em 2017, no último dado disponibilizado pelo governo federal, o número havia caído para 46 mil.

O economista-chefe da Fiergs, André Nunes, estima que em 2018 a curva descendente continuou. Neste ano, a tendência é de que a abertura empate ou até supere por uma pequena margem a quantidade de fechamentos.

A faceta mais visível do cenário de instabilidade está nas grandes marcas, mas são as pequenas e médias companhias que acabam puxando a fila dos fechamentos, em especial as calçadistas, metalúrgicas e fabricantes de máquinas e equipamentos.

– Isso ocorre pelo perfil da crise, muito aprofundada, e com recuperação lenta – diz Nunes.

No setor calçadista, além da fraca demanda interna, a guerra fiscal é considerada pelo presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, outro elemento que pesou para que houvesse mais fechamentos do que inaugurações de negócios no segmento nos últimos anos no Estado.

– Nosso sentimento é de que a queda no número de empresas tenha se estancado neste ano.

O pior momento passou, o que não quer dizer que não tenhamos de estar atentos aos movimentos que ocorrem no Brasil e no Exterior – salienta Ferreira.

Fonte: Gaúcha ZH

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