Governo não resiste às críticas, recua e revoga decreto de privatização de UBS

Mesmo tendo recuado, o presidente defendeu o decreto

29/10/2020

Márcio Baraldi

A forte reação de deputados progressistas e lideranças políticas, que defendem os interesses dos brasileiros, em especial os mais pobres que dependem dos serviços públicos, obrigou o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) a recuar e revogar, no final da tarde desta quarta-feira (28/10), o decreto de privatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS), que havia sido publicado nesta terça-feira (27/10).

Para os críticos da proposta, o decreto abria as portas para a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), o que Bolsonaro negou ao anunciar a revogação em sua página no Twitter.

Na postagem, ele disse que é “falsa” a ideia de privatização do SUS e afirmou que a simples leitura do texto “em momento algum sinalizava” a privatização do sistema. O cancelamento do decreto deverá sair ainda nesta quarta, em edição extra do Diário Oficial da União.

De acordo com reportagem do UOL, mesmo tendo recuado, o presidente defendeu o decreto, dizendo que a medida tinha como objetivo viabilizar o término de obras nas UBS, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União.

LEIA MAIS

Fonte: CUT Nacional

Compartilhar

Veja também

Trabalhadores da siderurgia em Porto Alegre rejeitam proposta patronal e exigem avanços nas negociações

Empresas deverão de informar mensalmente ao trabalhador o valor da contribuição ao INSS

CCJ do Senado define calendário para votar reforma da Previdência