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06/10/2016

Na quarta-feira, base deste governo aprovou por 292 votos a favor e 101 contrários o projeto de lei 4.567/2016
Quem está pagando o pato, somos nós, povo brasileiro. O Brasil está pagando caro aos financiadores do golpe contra a democracia, que colocou no poder um governo ilegítimo, formado por golpistas corruptos e entreguistas lesa-pátria.
Na quarta-feira, 5 de outubro, a base deste governo, por 292 votos a favor e 101 contrários, aprovou no Congresso Nacional, a toque de caixa, sem discutir com o povo, o projeto de lei 4.567/2016, que retira da Petrobrás a obrigatoriedade de ser a operadora única do pré-sal. De autoria de José Serra (PSDB-SP), atual ministro das Relações Exteriores do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB-SP), o projeto também determina o fim da participação mínima de 30% da empresa brasileira nos campos licitados e abre as porteiras para o capital estrangeiro explorar essa riqueza nacional. O projeto segue para a quase certa sanção presidencial.
Na prática, o PL 4567 rasga o regime de partilha aprovado durante o governo Lula para garantir que 50% do lucro com os royalties fossem destinados para um fundo social, de onde o governo tiraria recursos para aplicar em educação (75%) e saúde (25%). Perdem as cidades que não têm refinarias ou poços de petróleo e a sociedade em geral.
Para aprovar o projeto, os golpistas – com a ajuda da grande mídia – usaram a mentira deslavada de que a Petrobras está quebrada por causa dos desvios de recursos da levantados na Operação Lava Jato. Assim, fica quitada mais uma parcela do carnê do golpe.
PRÓXIMAS PARCELAS
As próximas parcelas a serem pagas pelo governo aos donos do capital pelo apoio ao golpe, serão a aprovação da PEC 241, que pode congelar os investimentos em serviços públicos por 20 anos, e a futura reforma da Previdência Social, que pode aprovar a idade mínima das aposentadorias para 70 anos ou mais. Mais uma vez, com o apoio da grande mídia, os golpistas mentem dizendo que é preciso fazer ajuste fiscal e superávit primário para o Brasil sair do buraco, e que a Previdência Social tem um déficit insuportável.
RESISTÊNCIA
Para tentar impedir a entrega do Pré-sal, dirigentes da CUT e da FUP – Federação Única dos Petroleiros, com o apoio do PT e outros partidos de defendem a soberania nacional, marcaram presença no Congresso Nacional, mas foram impedidos pela polícia e sofreram hostilidades sob orientação da nova mesa presidida por Rodrigo Maia (DEM-RJ), assim como acontecia quando a casa estava sob a presidência do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na ocasião, a CUT denunciou o vazamento de documentos – obviamente ignorados pela grande mídia – que mostravam um acordo entre o ministro José Serra com a empresa Chevron, para mudar as regras de exploração do pré-sal.