FTM-RS debate Dia Contra a Violência na Mulher

O Coletivo de Mulheres da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTMRS) esteve reunido nesta quinta-feira, em Porto Alegre, para planejar ações direcionadas às mulheres, em especial as metalúrgicas, em razão do Dia Internacional Contra a Violência Contra a Mulher da América Latina, celebrado hoje.

A data foi declarada no primeiro encontro Feminista do continente, realizado em 1981, no qual mulheres se reuniram para falar da violência sofrida em todas as esferas da sociedade – abuso e assassinato dentro de casa, estupro, assédio sexual e violência contra as mulheres em geral, incluindo tortura e abusos sofridos pelos presos políticos. A escolha do dia 25 de novembro foi em razão do assassinato das irmãs Mirabal, três ativistas que morreram em 1960 nas mãos da polícia secreta na República Dominicana.

A violência de gênero, uma das principais causas de morte de mulheres em todo o mundo, não desaparecerá até que acabe com a discriminação que as mulheres sofrem na nossa sociedade. No Brasil, uma grande conquista foi a Lei Maria da Penha, que completa cinco anos em 2012. No entanto, a realidade ainda é muito perversa: são 42 mil assassinatos de mulheres em 10 anos e uma violência a cada 25 segundos.

As mulheres ainda não conseguiram implantar os mecanismos previstos na Lei Maria da Penha, que prevê políticas públicas protetivas e redes de atendimento integral. Persiste um alto índice de violência psicológica, seguido de violência física, econômica e sexual.

É necessário encorajar o debate social e profundo do questionamento de todas as estruturas que reproduzem e mantêm esse padrão de discriminação contra as mulheres.


As coordenadoras do Coletivo de Mulheres RS, Marisa Flores Rodrigues, do Sindicato de Canoas, e Olinda da Conceição Gonçalves da Silva, do Sindicato de Sapiranga; junto com as sindicalistas Priscila Batista Guimarães, Marcia Alves Soares e Angela Batistelo, do Sindicato de Canoas; Lenira Campos da Silva e Eliane da Silva, do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre; Arlete de Oliveira Fedde e Maura do Nascimento Goulart, da sub sede de Cachoeirinha; e Shirley Cruz, do Sindicato de São Leopoldo, querem trabalhar em busca da igualdade e da transformação social.

Hoje, dia 25 de novembro, as reivindicações das mulheres metalúrgicas e cutistas, em favor de toda a sociedade, são pontuais:
– Imediata instalação de Centros de Referência Municipal para Mulheres vítimas de Violência, de acordo com a Norma Técnica do Governo Federal;
– Rede de atendimento à Mulher em situação de violência nos Municípios;
– Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher, com bases democráticas, com estrutura e meios para atuar como órgão de controle social e deliberação quanto às políticas públicas à mulher;
– Definição de um orçamento Mulher para as políticas para as Mulheres, a partir de um Plano resultantes das Conferências Municipais, Estaduais e Nacional.
ias Municipais, Estaduais e Nacional.

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