Evento homenageia vítimas de doenças e de acidentes relacionados ao trabalho

O Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador / FSST e a CUT realizaram neste dia 28 de abril, um ato púb

O Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador (FSST) e a CUT realizaram, no dia 28 de abril, um ato público em memória às vítimas de acidentes de trabalho.

A data é usada mundialmente como referência em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969.

No Brasil, os números de mortes e doenças relacionadas ao trabalho são alarmantes. Em 2008, foram registrados 764.933 acidentes de trabalho no país, dos quais 2.757 trabalhadores morreram e 12.071 ficaram incapacitados permanentemente. Esses dados demonstram a urgência de políticas públicas que promovam melhores condições de saúde e de trabalho.

Durante o evento, realizado no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, dirigentes sindicais também chamaram atenção para um dado ainda mais preocupante no cenário das doenças ocupacionais no Brasil: os trabalhadores estão deixando de apresentar apenas sintomas físicos, como as LER/DORT, e passando a desenvolver doenças mentais, derivadas do estresse causado por ambientes de trabalho que impõem o ritmo das máquinas aos trabalhadores.

Nesse sentido, médicos do trabalho defenderam a redução da jornada como forma de minimizar os efeitos nocivos das doenças derivadas do trabalho, que mutilam e matam trabalhadores.

Outro tema bastante discutido durante o ato foi o da previdência. Trabalhadores reclamaram da falta de atenção dos médicos do INSS durante as perícias, da não aceitação das CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) emitidas pelos sindicatos, e pediram uma padronização nos atendimentos e procedimentos do INSS.

No entanto, a principal reivindicação foi pelo fim do fator previdenciário. Por telefone, o senador Paim lembrou que essa é uma questão de justiça com o trabalhador:

“O trabalhador contribui uma vida inteira esperando por uma aposentadoria digna”, afirmou.

O projeto que extingue o fator previdenciário já tramita na Câmara dos Deputados e pode ser votado a qualquer momento.

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