Empresas alegam incertezas no país e deixam de investir R$ 240 bilhões

221 grandes companhias se dizerm inseguras e relutam em tocar porjetos

Apesar de estarem supercapitalizadas, as empresas brasileiras estão longe de atender os apelos da presidente Dilma Rousseff para ampliar os investimentos produtivos e, dessa forma, ajudar o governo na retomada do crescimento econômico do país.

Pesquisa realizada pela Consultoria Economática mostra que, juntas, as 221 maiores companhias com ações negociadas em bolsa de valores detêm R$ 240 bilhões em caixa, mas relutam em tocar projetos engavetados diante da onda de “incertezas” que tomou conta do Brasil e do mundo.

Essa montanha de dinheiro é duas vezes maior do que os R$ 105 bilhões contabilizados em 2007, ano anterior ao estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, que provocou uma crise ainda longe de ser superada.

Entre os donos do dinheiro, é visível o temor do que eles chamam de “risco governo”. A lista de queixas é enorme, a começar pelo controle da inflação. No entender do empresariado, a despeito das repetidas garantias do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que o compromisso com o sistema de metas inflacionárias está mantido, há um incômodo generalizado com o fato de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estar há três anos muito distante dos 4,5% definidos como objetivo a ser perseguido pelo BC.

O sentimento é de que impera no governo o pensamento de que um pouquinho mais de inflação ajudará a economia a ganhar fôlego — postura que já se mostrou equivocada em muitas ocasiões e custou caro ao setor produtivo.

Por: Vera Batista, do Correio Braziliense

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