Correção da tabela do IRRF abaixo da inflação insere mais assalariados entre os pagantes

E os que estavam nas duas faixas menores de imposto, de 7,5% e 15%, mudaram de patamar

Por conta de um acordo negociado com a CUT e outras centrais sindicais, o governo editou em 2011 a Medida Provisória 528, estabelecendo a correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) nos quatro anos de mandato da presidenta Dilma. Desta forma, os contracheques dos trabalhadores brasileiros assalariados têm um alívio a partir deste mês na parte de descontos. 

Porém, com esta correção, as garras do “Leão” passaram a pegar um número maior de assalariados. Como o governo ficou um longo período sem corrigir a tabela do IR e os ganhos dos contribuintes vêm subindo acima da inflação, muitos que antes eram isentos passaram a ser tributados e os que estavam nas duas faixas menores de imposto, de 7,5% e 15%, mudaram de patamar. Somente em 2011 e 2012, pelos menos 5 milhões de pessoas se encaixaram nesse perfil. A tendência é de que esse movimento continue, pois os salários subiram acima da inflação nos últimos anos e vão continuar apontando para cima em 2013 e 2014. Assim, muitos contribuintes estão pagando IR além do que deveriam sobre os salários e essa distorção só será equacionada quando o reajuste da tabela acompanhar efetivamente a inflação. Em resumo, essas atualizações pouco adiantarão para frear as garras do “Leão”.

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