Confira o resumo das negociações nos primeiros dois meses de Campanha Salarial

Patrões têm demonstrado descaso com a pauta dos trabalhadores

16/06/2014

Poucos avanços concretos foram obtidos nas mesas de negociações da campanha salarial até o momento. Após diversas reuniões nada foi definido, muito pelo contrário, os patrões têm demonstrado descaso com a pauta dos trabalhadores.

O que não conseguimos entender é como o empresariado oferece propostas tão negativas se durante 2013 uma série de incentivos governamentais foram concedidos ao setor, como por exemplo: Desoneração da folha; redução do IPI; redução da taxa de juros para máquinas e caminhões; redução do custo da energia elétrica; PAC dos equipamentos; e elevação do imposto sobre importação.

Confira o resumo das mesas até o momento:

Mesa de Máquinas Agrícolas

Os patrões propuseram reajuste nos salários de 8% retroativo a maio. Para o piso, a proposta foi de R$ 1.034,00, a partir de maio de 2014.
Os patrões acenaram positivamente nos seguintes itens:
– Acesso ao local de trabalho: Estabelecimento de uma cláusula que permita aos sindicatos acesso às fábricas para sindicalização, em data e horários previamente acordados com as empresas.
– Férias: Em caso de férias, não seria mais necessário fazer o requerimento para recebimento da antecipação da primeira parcela do 13° salário. O pagamento se tornaria automático.
– Ajuda de custo para estudantes: O auxílio seria estendido para cursos técnicos e profissionalizantes.
– Alimentação saudável: O projeto está sendo discutido com a comissão tripartite (representantes patronais, trabalhadores e agricultores) de forma a viabilizar sua implantação e estabelecer as diretrizes que integrarão cláusula da Convenção Coletiva.

Os sindicatos dos metalúrgicos do Estado estão realizando assembleias com a categoria para análise da proposta patronal.
 

Mesa de Metalurgia

Após diversas reuniões o sindicato patronal ofereceu 5,82% de reajuste nos salários, o que significa apenas a reposição da inflação, sem ganho real.
Além disso, os empresários querem que seja desfeita a cláusula atual que indexa o piso da categoria ao reajuste do salário mínimo regional.
Nas cláusulas sociais não houve nenhuma proposta concreta de avanço.

Mesa de Reparação de Veículos

As cláusulas sociais e econômicas ainda estão em negociação. O empresariado propôs 8% de reajuste nos salários. Até o momento, a proposta para o piso da categoria é de R$ 1.016,40.



Fonte: Assessoria de Comunicação da FTMRS

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