CNM/CUT se solidariza com greve geral das trabalhadoras e trabalhadores da Argentina

Metalúrgicos da CUT denunciam retirada de direitos e reafirmam a solidariedade internacional em defesa do trabalho digno

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

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Créditos: Página 12

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) manifesta sua total solidariedade à greve geral de 24 horas convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e pelas centrais sindicais argentinas nesta quinta-feira (19). A mobilização ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados inicia o debate sobre a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei, já aprovada pelo Senado, e representa uma resposta legítima da classe trabalhadora aos ataques aos direitos históricos conquistados com décadas de luta.

A proposta aprovada no Senado argentino, com 42 votos favoráveis e 30 contrários, flexibiliza contratos de trabalho, reduz o valor das indenizações e facilita demissões, aprofundando a precarização das relações de trabalho e enfraquecendo a proteção social. Se trata de um grave retrocesso, que compromete a segurança econômica das famílias trabalhadoras e amplia as desigualdades em um país já marcado por fortes tensões sociais.

A paralisação nacional demonstra a força e a capacidade de organização do movimento sindical argentino e reafirma um princípio fundamental para toda a América Latina: nenhum projeto de desenvolvimento pode se sustentar à custa da retirada de direitos, da destruição da negociação coletiva e do enfraquecimento das organizações dos trabalhadores.

Ao optar por medidas unilaterais, pela repressão às mobilizações e pela criminalização da luta social, o governo argentino se afasta do caminho do diálogo democrático e do equilíbrio social. Liderar uma nação exige compromisso com a soberania popular, respeito às instituições e capacidade de construir soluções que coloquem o trabalho e a justiça social no centro do projeto econômico.

A CNM/CUT se soma às vozes das centrais sindicais latino-americanas e caribenhas que denunciam esse processo e reafirma que a solidariedade internacional entre as trabalhadoras e os trabalhadores é um instrumento fundamental para enfrentar a retirada de direitos em qualquer país. Defender os direitos do povo argentino é também defender o futuro da classe trabalhadora em toda a região.

Nenhum direito a menos – na Argentina, no Brasil e em toda a América Latina e Caribe! Juntos somos mais fortes!

CNM/CUT | Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT

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