Levantamento do DIEESE e da Conab aponta redução de 5,36% em julho, mas trabalhadores seguem comprometendo 56,15% da renda para alimentação
O custo da cesta básica em Porto Alegre apresentou queda de 5,36% em julho de 2026, passando a custar R$ 841,94. Apesar da redução em relação ao mês anterior, a capital gaúcha segue entre as cidades com as cestas mais caras do país, ocupando a quinta posição no ranking nacional. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No acumulado do ano, a cesta básica em Porto Alegre registra alta de 7,36%, enquanto a variação nos últimos 12 meses chega a 1,39%.
Mesmo com a queda mensal, o peso da alimentação no orçamento das famílias permanece elevado. Segundo a pesquisa, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisa dedicar 114 horas e 16 minutos de trabalho para adquirir os produtos da cesta básica na capital gaúcha. Além disso, foram comprometidos 56,15% do salário mínimo líquido apenas para a compra dos alimentos essenciais.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução do custo da cesta em julho estão o tomate (-37,81%) e a batata (-19,80%). Também registraram queda os preços do café em pó (-2,62%), açúcar refinado (-1,48%), arroz agulhinha (-1,41%) e farinha de trigo (-0,25%). Por outro lado, itens importantes da alimentação tiveram aumento, como banana (5,03%), feijão preto (4,41%), leite integral (1,62%), óleo de soja (1,57%), pão francês (0,69%) e manteiga (0,21%). A carne bovina de primeira permaneceu estável.
O levantamento nacional mostra que o valor da cesta básica diminuiu em 26 das 27 capitais pesquisadas. Ainda assim, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.687,01, o equivalente a 4,74 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00.