As centrais sindicais e representantes de movimentos sociais reforçaram, em reunião realizada na última quinta-feira (18), em Porto Alegre, o calendário nacional de mobilização pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. O encontro contou com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e ocorreu no Hotel Ritter, reunindo lideranças sindicais de diversas categorias.
Durante a plenária, foram debatidas estratégias para ampliar a pressão popular sobre o Congresso Nacional e garantir o avanço da proposta ainda antes do recesso parlamentar de julho. As entidades definiram como prioridade a construção de grandes mobilizações nos próximos dias, fortalecendo a campanha nacional em defesa de melhores condições de trabalho para a classe trabalhadora.

Segundo Guilherme Boulos, a mobilização social será decisiva para o avanço da pauta. O ministro alertou para a resistência de setores empresariais e de parlamentares da oposição, que buscam adiar a votação da proposta.
Ao longo do encontro, dirigentes sindicais também discutiram os argumentos utilizados pelos setores contrários à proposta. Entre eles, a alegação de que o fim da escala 6×1 provocaria aumento do desemprego. Para as lideranças presentes, esse discurso precisa ser enfrentado junto à população.
“A gente não pode subestimar esse discurso que para nós pode parecer ridículo, mas que entra na cabeça das pessoas”, destacou um dos participantes do debate.

Guilherme Boulos ressaltou ainda o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que aponta que o impacto médio nos custos operacionais das empresas seria semelhante ao gerado pelos aumentos reais do salário mínimo, sem efeitos significativos sobre a geração de empregos.
O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, defendeu a realização de uma forte jornada de mobilização no estado. “No dia 1º de julho temos que realizar uma poderosa mobilização”, afirmou.

Calendário de lutas
Como parte da agenda de mobilizações, as entidades convocam para o dia 24 de junho o “Arraiá do Fim da Escala 6×1 e da Redução da Jornada”, que ocorrerá na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre.
Já no dia 30 de junho, está prevista uma caminhada com concentração na Estação Rodoviária e percurso até o centro da capital gaúcha, reunindo trabalhadores, sindicatos e movimentos populares.
Trabalhadores de aplicativos
Para as centrais sindicais, o período que antecede o recesso parlamentar será decisivo para ampliar a pressão social e conquistar avanços na luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1.
Luiza Alves – STIMEPA