Centrais do RS se unem em ato que relembra trabalhadores perseguidos pela Ditadura

O Seminário “50 anos do Golpe Militar. Os crimes da ditadura contra a classe trabalhadora continuam impunes” teve como objetivo resgatar a memória dos trabalhadores perseguidos durante o período do regime militar

09/06/2014

Membros das Centrais Sindicais do Rio Grande do Sul se reuniram na manhã desta sexta-feira (06/06) no Sindicato dos Bancários para participar do Seminário “50 anos do Golpe Militar. Os crimes da ditadura contra a classe trabalhadora continuam impunes” com o objetivo de resgatar a memória dos trabalhadores perseguidos durante o período do regime militar.

A atividade, em parceria com o GT “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e às Trabalhadoras e ao Movimento Sindical” da Comissão Nacional da Verdade, reuniu mais de cem participantes em busca de levantar indícios da colaboração das empresas com o regime militar e, consequentemente, a perseguição à classe trabalhadora.

No ato foram ouvidos os depoimentos de Maria Tereza Campezatto, filha de Jorge Alberto Campezatto, que foi preso e torturado pelos militares no estado, Pedro Machado Alves, o Pedrão, metalúrgico que sofreu perseguição, e João Batista Marçal, radialista e historiador.

O Seminário no Rio Grande do Sul resultou na mobilização dos membros das Centrais e entidades para organização de um Ato Sindical Unitário, programado para a segunda quinzena de julho, e uma audiência conjunta com a Comissão da Verdade do Rio Grande do Sul.

A reunião preparatória para as próximas atividades acontece na sexta-feira (13/06) às 13h50 na sede da CUT de Porto Alegre.

Assista o vídeo com depoimentos, exibido no Seminário: http://youtu.be/8iq8F2ACS_I

Fonte: GT Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e às Trabalhadoras

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