Campanha salarial pauta assembleia em frente à Thyssen Krupp

Sindicato convoca assembleia geral para o dia 26 de julho, terça-feira

20/07/2016

O Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre e região realizou mobilizações e distribuição de jornais em várias fábricas na madrugada/manhã desta quarta-feira, 20 de julho. O destaque ficou por conta da Thyssen Krupp Elevadores, de Guaíba, onde todos os trabalhadores e trabalhadoras – inclusive os terceirizados – permaneceram em frente à empresa para ouvir os relatos sobre a campanha salarial e a posição dos dirigentes sindicais sobre problemas internos e sobre os retrocessos que a classe patronal e o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer pretende impor à classe trabalhadora.

O presidente do sindicato, Lírio Segalla, falou do impasse criado pelos patrões que sequer querem repor as perdas inflacionárias, que, segundo o INPC acumulado, chegou a 9,83%. Também relatou que, durante as várias rodadas de negociação, os patrões insistiram na modificação de várias cláusulas, em especial o fim do adicional por tempo de serviço (quinquênio) e o cancelamento do regime de compensação do sábado. “Não podemos aceitar esses retrocessos”, disse. Por fim, diante do impasse nas mesas de negociação, a entidade está convocando assembleia geral a ser realizada na próxima terça-feira, 26 de julho, para a categoria decidir sobre a realização de greves a partir de 1° de agosto.

O diretor de Saúde do sindicato, Alfredo Gonçalves, denunciou a tentativa do governo federal de desmantelar a Previdência Social com base num argumento falso de que ela é deficitária. Também falou da proposta de reforma impondo a idade mínima para as aposentadorias aos 65 anos para homens e mulheres, sendo que alguns governistas defendem a aposentadoria aos 70 anos de idade.

Os dirigentes André Santana e Cláudio Ferrás se posicionaram sobre os problemas internos da Thyssen Krupp, como o direito de 30 dias de férias (a empresa quer impor 20 dias), os quadros demonstrativos de produção, que expõem a “eficiência” dos operadores e os “prejuízos” (nunca os lucros) causados por eles e a arrogância de alguns poucos líderes de setor.

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