Após pressão das centrais, Sartori pede urgência aos deputados para votação do mínimo regional

Governador não aumentou o índice de 6,48% encaminhado no dia 1º de fevereiro, que está abaixo do INPC de 6,58% em 2016

20/03/2017

 Somente depois da pressão exercida pela CUT-RS e centrais sindicais, o governador José Ivo Sartori (PMDB) enviou no último dia 10 o pedido de regime de urgência para a votação do projeto de reajuste do salário mínimo regional de 2017 na Assembleia Legislativa. No entanto, ele não aumentou o índice de 6,48% encaminhado no dia 1º de fevereiro, que está abaixo do INPC de 6,58% em 2016.

O envio ocorreu após o ofício protocolado no dia 6 pelas centrais sindicais, solicitando a urgência na tramitação. “Agora, o projeto passará a trancar a pauta do plenário da Assembleia a partir do dia 11 de abril, se não for votado até lá”, destaca o secretário de Relações de Trabalho da CUT-RS, Antônio Güntzel.

A reivindicação apresentada pelas centrais sindicais é de 10,65%, índice que é o resultado do reajuste médio de 8,8% nos acordos salariais em 2016, acrescido de mais 1,52% de reposição das perdas ocorridas no último aumento. Na ocasião, em fevereiro de 2016, o reajuste efetuado foi de 9,61%, enquanto o INPC subiu 11,28% em 2015.

“A data base do mínimo regional é dia 1º de fevereiro e a demora na votação está prejudicando os mais de 1,3 milhão de trabalhadores gaúchos que recebem o chamado piso regional”, ressalta Antonio.

Para o dirigente da CUT-RS, “vamos agora pressionar os deputados para que apresentem uma emenda ao projeto do Sartori, a fim de que seja garantida reposição da inflação e ganho real para os trabalhadores”.

“O mínimo regional é um instrumento muito eficaz para melhorar a renda dos trabalhadores e estimular o consumo e a produção, contribuindo para aquecer a economia gaúcha”, conclui Antonio.

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