Após fechamento de 12,2 mil empregos no primeiro mês da reforma trabalhista, ministro do Trabalho pede demissão

A saída dele do cargo foi confirmada pelo Palácio do Planalto, após reunião com o presidente ilegítimo Michel Temer

28/12/2017

 O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pediu demissão na tarde desta quarta-feira (27). A saída dele do cargo foi confirmada pelo Palácio do Planalto, após reunião com o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB).

O golpista Nogueira volta à Câmara dos Deputados, onde retoma seu mandato pelo PTB do Rio Grande do Sul. Ele comandava o Ministério do Trabalho desde maio de 2016, logo depois do golpe parlamentar, jurídico e midiático que apeou sem crime de responsabilidade a presidenta reeleita Dilma Rousseff.

O último ato de Nogueira no cargo foi a divulgação dos dados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostram o fechamento de 12.292 postos de trabalho, no primeiro mês de vigência da Lei 13.467, a chamada reforma trabalhista. Uma das principais promessas feitas pelo ministro e demais defensores da nova legislação era a geração de empregos, que já não se confirmou.

Outra realização de Nogueira como ministro foi a edição de uma portaria que flexibilizou a fiscalização do trabalho escravo no Brasil, o que gerou protestos da CUT, movimentos sociais e inclusive de organizações de outros países. O ato vergonhoso foi suspenso, através de uma liminar concedida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O atual suplente de Nogueira na Câmara é o deputado Assis Melo (PCdoB-RS). Por isso, nas votações polêmicas da Câmara, Nogueira se licenciava como ministro e reassumia o mandato para apoiar o governo. Assim, ele votou a favor da reforma trabalhista e aparece no “Calendário 2018 – Não esqueceremos” da CUT-RS.

CALENDÁRIO

Nogueira também votou por duas vezes para livrar Temer de ser investigado sobre as denúncias de corrupção feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

No lugar de Nogueira, o governo vai nomear o deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA). A saída do ministro ainda será oficializada no Diário Oficial da União. O novo ministro assume no dia 4 de janeiro.

Fonte: CUT-RS com Sul21, UOL e Agência Brasil

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