Alegando fazer propaganda pró-Dilma, Revista do Brasil é censurada pelo PSDB

O PSDB pediu na última sexta-feira, dia 15,  junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a apreensão do último número da Revista do Brasil alegando que a publicação estaria fazendo a promoção da candidata Dilma Rousseff (PT) à presidência da República.

O partido também pediu a suspensão da divulgação da revista nos sites da CUT e das outras centrais sindicais sob o argumento de que essas entidades não podem se posicionar nas eleições. O TSE determinou a suspensão da distribuição da revista.

A ofensiva do PSDB contra as publicações que mostram as qualidades de Dilma foi além, já que o partido pediu também a apreensão do Jornal da CUT do final de setembro e a suspensão do blog pessoal do presidente da CUT, Artur Henrique, com o qual a Justiça Eleitoral não concordou.

E os outros
“Por que o Serra não pede a apreensão da revista Veja, e dos jornais Folha e Estadão?, protestou Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Ele comentou que a matéria da Revista do Brasil faz uma comparação entre os últimos mandatos, concluindo que com Lula o País melhorou muito em todos os indicadores sociais e econômicos.

“A matéria não faz campanha, apenas mostra as ações do governo federal e ouve pessoas sobre os mandatos”, afirmou Sérgio Nobre.

Para ele, o pedido de apreensão é mais uma demonstração de que o candidato tucano não aceita críticas e não sabe conviver com o estado democrático.

“O Serra diz que é a favor da liberdade de expressão, mas parece que o exercício dessa liberdade só vale para a turma dele e para mais ninguém”, sentenciou dirigente sindical.

É a segunda vez que tucanos tentar calar publicação
Está é a segunda vez que a coligação PSDB/DEM (ex-PFL) atenta contra a Revista do Brasil. A primeira a ação foi em agosto de 2006, logo no número inaugural da publicação.

Para o presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo, qualquer projeto de comunicação de massa desenvolvido pelos trabalhadores desafia toda a ordem estabelecida pela elite. “Para eles, sociedade livre é aquela do mercado: quem pode comprar, tem. Para nós, sociedade livre é ter o direito a saúde, educação, idéias que a nossa revista defende. É por isso que querem nos calar”, afirmou o dirigente.

A Revista do Brasil é mantida por 23 entidades sindicais e circula com 360 mil exemplares mensalmente em todo o País.

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