7 de setembro é dia de ir às ruas defender a soberania nacional

CUT e movimentos sociais convocam o povo brasileiro a ir às ruas no dia da Independência defender a soberania nacional e dizer não à extrema direita que defende o tarifaço de Trump contra os interesses do país

A resposta do povo brasileiro aos ataques da extrema direita que defendem o tarifaço de 50% de Donald Trump aos nossos produtos exportados para os Estados Unidos, mesmo que milhares de trabalhadores e trabalhadoras percam seus empregos, será dada nas ruas em 7 de setembro (domingo) dia da Independência.

Para isso a CUT, centrais sindicais, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Grito dos Excluídos estão fazendo um chamado à população para que participe dos atos que serão realizados em todo o país.

O presidente da CUT Sergio Nobre e o ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho durante a live das centrais sindicais em defesa da democracia, do emprego e da soberania nacional, realizada na semana passada, destacaram a importância de o povo ir às ruas no 7 de setembro.

Temos de demonstrar para o mundo que o povo brasileiro está disposto a defender a sua soberania, o seu emprego, que o nosso país e a classe trabalhadora não ficam de joelhos a ninguém e nós vamos dizer para o Trump que apesar dele o Brasil vai continuar crescendo, vai continuar com democracia e a classe trabalhadora apoiando as suas instituições”, ressaltou Sergio Nobre.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho também foi enfático ao defender uma mobilização do povo brasileiro em defesa da nossa soberania.

“É um processo de mobilização permanente e nós sabemos que nós temos riscos e uma das questões é, portanto, como diz o presidente Lula, a defesa da nossa democracia, defesa das nossas instituições, defesa da nossa soberania. Portanto, 7 de setembro vem aí, como dia importante de mobilização, temos que dar demonstração que o povo brasileiro, o povo trabalhador está unido em defesa do Brasil”, declarou Luiz Marinho.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez um levantamento de que se nenhuma medida fosse implementada pelo governo brasileiro (Lula anunciou um pacote de ajuda de R$ 30 bilhões às empresas afetadas pelo tarifaço), em um ano mais de 700 mil trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores poderiam perder o emprego e as sanções impactariam negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,35%.

O tarifaço de Trump é culpa da Família Bolsonaro

Desde que se autoexilou nos Estados Unidos o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) tem tratado com o presidente dos Estados Unidos sanções econômicas que prejudicam o povo brasileiro. A ideia do tarifaço surgiu sob o argumento de que há uma perseguição política ao ex-presidente que está sendo julgado por tentativa de golpe de Estado.

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Uma pesquisa do Datafolha mostra que para 39% dos entrevistados a família Bolsonaro é culpada pelo tarifaço, sendo que para 22% a culpa é do ex-presidente e 17% culpam seu filho Eduardo. Outros 35% responsabilizam Lula e o ministro Alexandre de Moraes ficou com 15%.

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