Mobilização pede que Lula sancione o fim do fator previdenciário e o reajuste das aposentadorias

A Federação e os sindicatos dos metalúrgicos de todo o Estado iniciaram nesta sexta/feira (28), em f

A Federação e os sindicatos dos metalúrgicos de todo o Estado iniciaram, nesta sexta-feira (28), em frente à sede regional do Ministério da Fazenda, em Porto Alegre, uma intensa mobilização para pressionar o presidente Lula a não vetar o projeto que extingue o fator previdenciário.

Mesmo tendo sido aprovado no Congresso e no Senado com amplo apoio das centrais sindicais, segundo indicações do ministro da área econômica, o projeto deverá ser vetado nos próximos dias pelo presidente Lula.

É importante destacar que as votações na Câmara e no Senado tiveram diferentes motivações para aprovar a matéria. De um lado, setores do movimento sindical, movimentos sociais e da esquerda, defendendo os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras. De outro, setores conservadores da sociedade — os mesmos que foram responsáveis pela criação desse dispositivo em 1998, durante o governo FHC — que pretendem agora criar um constrangimento para o governo Lula e desgastar a avaliação de sua gestão.

Independentemente dos motivos que levaram à aprovação, é fundamental ressaltar a luta dos trabalhadores para acabar com esse dispositivo cruel, que mudou as regras do jogo e distanciou a aposentadoria dos trabalhadores. Precisamos mostrar que o Brasil tem condições financeiras para sustentar o fim do fator e pressionar o governo para que NÃO VETE o projeto.

Para isso, os metalúrgicos do Rio Grande do Sul estão em vigília nesta sexta-feira e, na segunda (31), a CUT, juntamente com outras centrais sindicais e organizações dos movimentos sociais, realizará um grande ato, das 11h às 14h, em frente à sede regional do Ministério da Fazenda do RS.

O movimento também pede que o governo sancione o reajuste dos aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo. O aumento aprovado foi de 7,72%.

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Encontro contou com a participação de dirigentes de sindicatos metalúrgicos de todo o Brasil, incluindo a diretora Catiana Leite e o presidente Adriano Filippetto, que fazem parte da diretoria da CNM