CUT e centrais apresentam proposta de reajuste do piso salarial regional ao presidente da Assembleia

Nesta segunda/feira, 22 de março, a CUT/RS, em conjunto com as centrais sindicais (CTB, CGTB, Força

Nesta segunda-feira, 22 de março, a CUT/RS, em conjunto com as centrais sindicais (CTB, CGTB, Força Sindical, NCST e UGT), apresentou ao presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputado Giovani Cherini (PDT), em audiência na Sala da Presidência, a proposta de reajuste do piso salarial regional.

Entre os itens que compõem o documento entregue pelas centrais estão: a solicitação do estabelecimento de uma política de médio prazo para recuperação da proporcionalidade inicial com o salário mínimo; o reajuste de 14% do piso regional; a antecipação do reajuste anual do piso regional para janeiro, como já ocorre com o salário mínimo; e a criação de um fórum permanente de negociação.

Celso Woyciechowski, presidente da CUT/RS, explicou ao presidente da Casa a importância de uma política permanente de valorização do piso salarial regional, comparando o valor do piso no RS com o dos demais estados brasileiros, como RJ, SC, SP e PR.

Guiomar Vidor, representante da CTB, defendeu uma nova política para o aumento do piso, afirmando que “o piso é um instrumento importante de democratização da renda em nosso Estado.” Cherini colocou o Parlamento à disposição para discutir o assunto.

No documento apresentado, as centrais também reivindicam:

  • Alteração do enquadramento da categoria dos empregados na indústria da alimentação, da Faixa III para a Faixa IV;
  • Alteração do enquadramento da categoria dos empregados na saúde, da Faixa II para a Faixa IV;
  • Alteração do enquadramento da categoria dos comerciários, da Faixa III para a Faixa IV;
  • Alteração do enquadramento da categoria dos trabalhadores na indústria do calçado e vestuário, da Faixa II para a Faixa III;
  • Alteração do enquadramento da categoria dos trabalhadores na indústria extrativa, da Faixa I para a Faixa II;
  • Alteração do enquadramento da categoria dos trabalhadores na indústria do ramo mobiliário, da Faixa III para a Faixa IV;
  • Alteração do enquadramento da categoria dos trabalhadores da construção civil, da Faixa I para a Faixa IV;
  • Alteração do enquadramento da categoria dos trabalhadores em telecomunicação, operadores de telemarketing e teleatendentes, da Faixa II para a Faixa IV;
  • Inclusão da categoria dos empregados em hotéis, restaurantes, bares e similares na Faixa III;
  • Inclusão da categoria dos vigilantes na Faixa IV;
  • Inclusão dos trabalhadores de garagem e estacionamentos, motoristas, cobradores, taxistas e táxi-lotação na Faixa IV;
  • Inclusão da categoria dos empregados das empresas imobiliárias na Faixa IV;
  • Criação da Faixa V — “Técnicos de Contabilidade Empregados”, com valor de R$ 800,00 (oitocentos reais);
  • Criação da Faixa VI — “Contadores Empregados”, com valor de R$ 1.400,00 (mil e quatrocentos reais);
  • Criação de um fórum permanente de negociação, com iniciativa do Governo do Estado e participação das entidades representativas dos trabalhadores (centrais sindicais, federações e sindicatos), para negociar o reajuste do Piso Salarial Regional;
  • Acompanhamento da Delegacia Regional do Trabalho na fiscalização da aplicação da Lei do Piso;
  • Antecipação do reajuste anual do Piso Salarial Regional para janeiro, como ocorre com o Salário Mínimo;
  • Reajuste de 14% do Piso Salarial Regional;
  • Política de médio prazo para recuperação da proporcionalidade inicial com o Salário Mínimo.

Após a entrega do documento, as centrais voltaram a se reunir para discutir questões referentes às próximas mobilizações em defesa do piso. Foi agendada uma nova reunião para o dia 30 de março, às 10h, na sede da Força Sindical.

Fonte: CUT/RS
Foto: Daiani Cerezer

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