32° Grito dos Excluídos transforma dia da independência em dia de luta por direitos

Crédito: Mateus / CUT RS

Atos em diferentes cidades deram voz às lutas por moradia, terra, paz e soberania e denunciaram a violência contra as mulheres, os conflitos no campo e as desigualdades sociais

Editado de: CUT

O Grito dos Excluídos e Excluídas tomou as ruas de diferentes partes do país nesta segunda-feira (7), com manifestações em defesa da terra, da moradia, da paz e da soberania. Em sua 32ª edição, a mobilização lembrou, neste dia da independência, demandas que fazem parte da vida de milhões de brasileiros e brasileiras, como o direito de ter onde morar, viver com segurança e participar das decisões sobre os rumos do país.

Com o tema “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os atos também deram visibilidade à violência contra as mulheres, aos conflitos no campo, às desigualdades sociais e à defesa da democracia. A proposta foi ocupar o Dia da Independência com uma pergunta que atravessa a história do Grito: de que vale falar em independência quando tantos brasileiros ainda não têm seus direitos básicos garantidos?

Histórico e reivindicações

Desde 1995, quando foi realizado pela primeira vez, o Grito reúne movimentos populares, sindicatos, pastorais, igrejas e outras organizações para levar às ruas as reivindicações de quem enfrenta as desigualdades no campo e nas cidades. Ao longo de três décadas, a mobilização se transformou em um espaço de participação e organização popular, conectando diferentes lutas em torno da defesa da vida e da dignidade.

O lema de 2026 foi definido após debates entre articuladores e articuladoras do Grito em todo o país e levou em conta a conjuntura nacional e internacional, a Campanha da Fraternidade da CNBB e as reivindicações dos movimentos populares. A mobilização chamou atenção para conflitos por terra, falta de moradia, guerras, defesa da soberania e, especialmente, para a violência contra as mulheres.

A expressão “Mulheres Vivas” destacou as desigualdades que atingem principalmente mulheres negras, periféricas, camponesas, indígenas e chefes de família. A defesa da soberania também esteve presente nos atos, associada à proteção dos recursos naturais, da democracia e ao direito de a população decidir os caminhos do Brasil. A Coordenação Nacional do Grito reúne 21 organizações, entre elas a CUT, o MST, o MAB, a CNTE, a Comissão Pastoral da Terra e a Central dos Movimentos Populares.

Rio Grande do Sul

Na manhã desta segunda-feira (7), milhares de pessoas participaram do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, no Centro Histórico de Porto Alegre (RS). Representantes de movimentos sociais se concentraram na sede do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), na Rua Coronel Vicente, e depois seguiram em caminhada pelas ruas da região. Moradia digna, combate às desigualdades e às violências e a preocupação com a crise climática estiveram entre as principais reivindicações.

O ato em Porto Alegre fez parte de uma mobilização que tomou as ruas de várias cidades brasileiras. De Norte a Sul do país, trabalhadores, movimentos sociais e entidades se uniram para dar visibilidade a problemas que atingem milhões de brasileiros. Com a participação da CUT-RS, o Grito mostrou que, quando essas vozes se encontram nas ruas, a defesa por direitos, justiça social e dignidade ganha ainda mais força.

Crédito: Mateus / CUT RS

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