Sindicato inicia nova etapa de organização do acervo histórico para criação de museu em parceria com a UFRGS

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre deu início, neste mês, a mais uma etapa da organização do seu acervo histórico, um projeto desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que representa um importante passo para a preservação da memória da categoria e da classe trabalhadora. O trabalho integra o processo de criação de um museu dedicado à história dos trabalhadores metalúrgicos e do movimento sindical no Rio Grande do Sul.

João Marcelo, doutor em História, coordena o projeto de organização do Museu. Foto: Luiza Alves

Ao longo do processo, serão catalogados documentos, fotografias, jornais, boletins, atas, cartazes e diversos materiais produzidos ao longo dos 95 anos de história da entidade. A cada caixa aberta, surgem registros que ajudam a reconstruir a trajetória de resistência e luta dos trabalhadores metalúrgicos, revelando verdadeiras raridades que contam a história do movimento sindical gaúcho.

Parte do acervo de fotos já havia sido catalogado anteriormente mas não havia sido finalizado. Foto: Luiza Alves

Mais do que preservar documentos, o projeto busca garantir que a memória construída por gerações de trabalhadores permaneça viva e acessível. Cada fotografia, cada jornal e cada registro representam momentos importantes da conquista de direitos, das mobilizações e da organização coletiva da categoria.

Parceria com a UFRGS fortalece preservação do patrimônio histórico

A parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul reúne profissionais de diferentes áreas para assegurar que o acervo seja tratado de acordo com os critérios técnicos de catalogação, conservação e restauração.

A partir de agosto, duas estudantes bolsistas do curso de Museologia da UFRGS atuarão diretamente na catalogação, conservação e preservação dos materiais, sob orientação da professora doutora Olívia Nery, docente do curso de Museologia da universidade.

Livros atas do período da Ditadura Militar foram encontrados no acervo. Foto: Luiza Alves

A equipe multidisciplinar também conta com a participação dos historiadores doutores Frederico Bartz e João Marcelo Pereira dos Santos. Pelo Sindicato, o presidente Adriano Filippetto, o secretário-geral Diego Cardoso, o diretor de Comunicação Helder Dias, o diretor de Formação Marcelo Nascimento e a jornalista da entidade, Luiza Alves.

Preservar a memória é fortalecer as lutas do presente

Neste ano, o Sindicato completou 95 anos de história, reafirmando seu compromisso com a preservação de um patrimônio que pertence não apenas à categoria, mas à história da classe trabalhadora do Rio Grande do Sul.

Ata original da intervenção militar. Foto: Luiza Alves

A organização do acervo permitirá que esse material seja preservado para as futuras gerações, servindo como fonte de pesquisa, educação e valorização da memória do movimento sindical, além de servir com espaço educativo para crianças e adolescentes. A criação de museu representa um marco para a entidade e um reconhecimento da importância dos trabalhadores metalúrgicos na construção da indústria, da democracia e dos direitos sociais.

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