Em Brasília, metalúrgicos do RS estão na luta pela redução da jornada e fim da escala 6×1

Em Brasília, metalúrgicos do RS estão na luta pela redução da jornada e fim da escala 6x1

A força tarefa da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim da escala 6×1, que acontece nesta semana, em Brasília, segue firme e intensa. A delegação gaúcha, enviada pela Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (FTM-RS) está representando a categoria e defendendo a medida para os trabalhadores terem rotinas com mais qualidade de vida. 

Participando da agenda, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (STIMEPA), Adriano Filippetto destaca que a essa pauta representa uma luta de quase 40 anos do movimento sindical. “É uma batalha histórica por mais dignidade para os trabalhadores com mais tempo de lazer e de vida. 

De acordo com o dirigente, a produtividade melhorou muito no país, nos últimos anos. “A tecnologia ajuda as empresas a produzirem mais com menos trabalhadores. Por isso, o nosso desejo é reduzir essa jornada. Os trabalhadores estão com menos tempo para as suas vidas, pois há o deslocamento para o local de trabalho e muitos ficam refém dos celulares no momento de folga e de lazer, pois podem ser acionados pela empresa”, exemplifica Filippetto. 

 A expectativa é que a proposta de redução da jornada de trabalho vá à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara Federal, no próximo dia 26 e em seguida, levada ao Plenário. “Por isso, estamos com ótimas expectativas, é um momento é muito importante. Essa pauta mexeu com o país e os trabalhadores estão mobilizados, precisamos aproveitar esse cenário e conquistar a redução da jornada de trabalho sem redução da jornada”, finaliza ele. 

A delegação gaúcha ainda é composta por Ana Paula Kaustmann, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Venâncio Aires; Rogério Bandeira Cidade, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Região (STIMMMESL); André Battistello, do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita (STIMMMEC) e Marcelo Rodrigues Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Cachoeirinha.

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