Assembleias foram realizadas nos três turnos em frente à fábrica
20/06/2018

Reunidos em frente à GKN, zona norte de Porto Alegre, os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre realizaram três assembleias ao longo desta terça-feira, 19. O objetivo era informar aos trabalhadores de todos os turnos o andamento da Campanha Salarial, que reivindica um reajuste de 2,5% em cima do INPC que é 1,69%.
O diretor de Formação, Adriano Filippetto, abordou sobre a importância da Convenção Coletiva (CCT), sendo ela a garantia de conquistas e melhorias mediada pelo Sindicato para a categoria. Um exemplo citado pelo diretor foi o adicional noturno, que na CLT é até 05h e na CCT metalúrgica é até 07h. “Nossa convenção vai muito além da questão econômica do dissídio, ela garante muitos outros direitos”, conscientizou.
Na Campanha de 2017 a grande conquista foi renovação das cláusulas sociais por dois anos, ou seja, até 2019. Na época, o objetivo seria que esse ano se discutisse na mesa apenas as cláusulas econômicas, porém, com a aprovação da Reforma Trabalhista, muitos direitos consolidados na CLT foram retirados. O diretor João Massena alertou que os trabalhadores devem fazer a conferência no sindicato antes assinar a homologação. “A obrigatoriedade em fazer a homologação no sindicato foi retirada após a reforma, então as empresas estão se aproveitando disso para não pagar direitos rescisórios”, denunciou. No sindicato há denúncias de empresas que parcelaram recisões em mais de 24x.
Ao final da assembleia o presidente do sindicato, Lírio Segalla, lembrou que tudo que não constar na CCT, o patrão poderá negociar individualmente. É importante ressaltar que há mais de quatro mil empresas de todo o Rio Grande do Sul negociando junto à mesa e o Sindicato entende que o trabalhador merece ao sair de uma fábrica e ir para outra, nela deve encontrar as mesmas condições sociais e econômicas. Uma das pautas centrais dessa Campanha é a Terceirização e a Rotatividade. Com a Reforma Trabalhista, a atividade fim pode ser terceirizada e o presidente Lírio ressalta que os terceirizados de uma empresa vivem “condições fragilizadas de representação”. Segalla ainda reforça que a inflação não condiz com o custo de vida das pessoas. “Precisamos do apoio dos trabalhadores para, quem sabe, mais à frente realizar mobilizações e conseguir avançar na mesa de negociação, para assim trazer mais dignidade na vida da classe metalúrgica”, finalizou.