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08/03/2017
Sarah Lima

Dia da mulher foi marcado por atos contra a Reforma da Previdência
As metalúrgicas e metalúrgicos do Sindicato de Porto Alegre, junto às trabalhadoras e os trabalhadores do campo e da cidade, amanheceram na luta neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A marcha contra a perversa Reforma da Previdência (PEC 287/2016), do ilegítimo presidente, Michel Temer, começou por volta das 6h e partiu na ponte do Guaíba em direção ao Centro de Porto Alegre. Cerca de três mil mulheres e homens de diversas organizações como a CUT-RS, demais sindicatos e federações filiadas, do Movimento Sem Terra (MST) e do Levante Popular da Juventude, presentes no ato.
A caminhada seguiu em direção ao centro de Porto Alegre enquanto as manifestantes entoavam “nem recatada e nem do lar, a mulherada ta na rua pra gritar”. Após percorrerem as avenidas Sertório, Farrapos e Mauá, a marcha parou em frente ao prédio do INSS, na Travessa Mário Cinco Paus (atrás da Prefeitura), no centro da capital gaúcha, e realizou um ato, por volta das 9h da manhã, denunciando a tentativa de retirada de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. Elas lembraram que cerca de 1.500 mulheres paralisaram nesta segunda-feira (7) o complexo industrial da Vale Fertilizantes, em Cubatão (SP). A empresa deve R$ 276 milhões ao INSS.
Por que a Reforma da Previdência atinge violentamente as mulheres?
Em seguida, marcharam novamente em direção a Assembleia Legislativa, onde mulheres e homens lotaram o teatro Dante Barone para o seminário “O impacto da Reforma da Previdência na vida das mulheres trabalhadoras”. Durante o seminário, o presidente da AGAFISP, César Roxo Machado, desmascarou: “Não existe déficit financeiro que sustente a retórica do Governo Federal em desmontar a previdência”. O seminário reuniu deputados estaduais, lideranças de Centrais e Movimentos Sociais, contou também com a participação do senador, Paulo Paim, via internet e também a deputada federal, Maria do Rosário, grande defensora do direito das mulheres. Por volta das 13h, os manifestantes foram deixando o teatro enquanto entoavam “Aposentadoria fica, Temer sai”.
O dia de luta, organizado pela CUT-RS, centrais sindicais, MST, CPERS Sindicato e Levante Popular da Juventude, dentre outras entidades e movimentos sociais, segue tomando as ruas de Porto Alegre, nesta quarta-feira. Última atividade será uma Concentração para Marcha das Mulheres, na Esquina Democrática, às 17h.
“A revolução será feminista, ou não será.”
Confira as fotos desta quarta-feira clicando aqui.
Com informações da CUT-RS